Porque será que isto acontece?

12 de Maio de 2010

em O Serrano

Estive recentemente na nossa bela Serra da Freita e tive a oportunidade de dar um pequeno passeio no qual encontrei esta antiga casa do guarda florestal.

Não consigo compreender o que vai na cabeça de pessoas que se dão ao trabalho de partir todos os vidros da casa, vandalizar paredes e mobiliário partindo tudo até ao último caco.

É difícil conceber a alguém de bom senso porque razão estas coisas acontecem, qual a motivação por detrás desta forma de estar na vida em que o que é fixe é estragar o que os outros fazem, desmotivar quem quer fazer e idolatrar quem só fala mal, critica tudo e está sempre do contra.

Este é o resultado de mais uma geração na linha do fadinho português. Em que o país está sempre mal. Somos sempre maus em tudo. Nunca ninguém faz nada bem e por isso vamos lá destruir aquilo que temos (apesar de acharmos pouco)…

Eu que sou Serrano, não compreendo as filosofias do mundo, não domino os dogmas mundiais, não acompanho as bolsas e os fenómenos macro-económicos. No entanto, sinto na pele, mesmo aqui ao lado de minha casa, que algo não vai bem por esse mundo fora. Apesar de todo o burburinho e de todos os cabeçalhos noticiosos, infelizmente, o epicentro da maior crise mundial da história está no vazio que separa as duas orelhas de grande parte da humanidade.

O Serrano

{ 7 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Jorge Amorim 14 de Maio de 2010 às 4:12

O mal, infelizmente, não é apenas sobre o património devoluto ou abandonado. Até sobre o mobiliário urbano ou património privado. Desde as pinturas (pinturas???) aos vidros partidos ou simples arremessar de lixo para o interior ou paus/pedras.
Digo eu que alguns tipos de sanções como se fazem em certos países asiáticos, pudessem ser solução.
Quanto a algumas vilas e cidades onde proliferam umas coisas a que chamam “Tag’s” e que eu considero “escarros”, sou levado a pensar que com um martelo na ponta dos dedos de alguns indivíduos… a solução pudesse ser permanente, preferencialmente com sanção em directo para servir de exemplo. Tipo a sanção de unhas nas faculdades, mas com um pouco mais de dor. Nem parece meu esta “violência” mas penso que já não há outra solução senão essa.
Voltando ao assunto do vandalismo edificado… uma sugestão que deixaria às Câmaras Municipais seriam os campos de férias, mas obrigar muitos destes delinquentes (não há outros nomes…) a trabalhar na construção civil. E se calhar uma verga nas costas…

JA

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2 elisa 25 de Maio de 2010 às 5:15

A meu pensar, muitos dos individuos a que se refere, não nasceram, num berço de ouro como o seu, deveria ter mais tento na lingua, porque não se julgam assim as pessoas, veja lá, se vosse trabalha na construçao civil,é melhor estar calado, senão ainda quem leva com um verga é você

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3 Rui Castro 25 de Maio de 2010 às 7:44

Sem me querer intrometer na discussão entre os intervenientes, não posso deixar de salientar que não vejo absolutamente nenhuma relação de entre o meio em que se nasce, a educação a que se teve acesso ou as oportunidades que se teve ou não e o facto de algum jovem pintar paredes à descrição e partir vidros de uma casa. Sei que a maioria destes comportamentos estão relacionados com estes factores sociais que referi, mas isso não pode servir de razão para desculpabilizar quem os faz. Julgo que este modelo de apoio social que trata os jovens como coitadinhos tem os dias contados. Está na hora de responsabilizar quem comete estes actos e uma das melhores formas é pelo trabalho recuperando o que destruíram e não lhes pertencia. É evidente que a punição por dor ou por encarceração, também já se tentou por décadas e não funciona.
Como em tudo, é preciso bom senso. Quem destrói uma casa só porque aparentemente não tem dono, não demonstra bom senso. Mas afirmar que a culpa não é deles porque nasceram em meios desfavorecidos também não é forma de “agarrar o problema” com bom senso.

Alguém comentou no FaceBook este post perguntando quem era o responsável por aquele edifício. Outros diziam que as câmaras e o estado deixaram tudo abandonado e por isso é normal isto acontecer. Esta forma de ver a situação não tem lógica. Se alguém que vive sozinho tiver um acidente e ficar em coma durante um ou dois anos, quando acordar espera ter a casa mais velha uns anos mas inteira!? Não é admissível que lhe pintem as paredes, partam as louças, partam todos os vidros, etc, etc. Dizer que o estado podia utilizar estes imóveis para algum projecto, estamos de acordo. Dizer que estes actos de vandalismo acontecem por culpa do estado é estar a culpar a vítima.

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4 IML 25 de Maio de 2010 às 11:36

É a primeira vez que visito este blog, ao qual tenho de dar os meus sinceros parabéns, mas estou chocada com comentários como o da Sra. D.ª Elisa.
Para mim é vergonhoso qualquer pessoa, quer seja pobre, remediada ou rica, que tenha atitudes como vandalizar a antiga casa do guarda florestal.
Para mim a educação é fundamental, mas a que recebemos em casa dos nossos pais, porque não é a escola que tem de educar as criancinhas como muitos dos paizinhos agora querem porque dá muito trabalho educar um filho. Lá está os pais despediram-se do seu trabalho de pais/educadores.
E é ridículo quando menciona berço de ouro. O dinheiro não tem nada a ver com educação, com os princípios de correcção, respeito pelos outros e pelo nosso património.
Ah! Pois! Lá vamos dar aos rendimentos, e ao outro post das quintas sociais. O problema é que até agora era muito fácil arranjar um subsidio qualquer, e claro que as crianças seguem o exemplo dos paizinhos que andam para aí a tocar viola, porque actualmente e infelizmente as pessoas não querem um trabalho, querem um emprego (trabalhar cansa muito!). É impressionante saber de fábricas que querem abrir mas não arranjam pessoal para trabalhar, haver trabalhos em part-time mas as pessoas não os aceitam porque estando em casa recebem mais.
Lá está que depois muito do delinquente é da classe mais pobre, não têm nada para se entreter, não dão valor ao esforço que é preciso fazer durante o mês para vir com o seu ordenado para casa e claro que acham que tudo é deles e podem fazer o que querem e sair por aí a destruir o que é de todos nós, o nosso Património.

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5 Jorge Amorim 25 de Maio de 2010 às 18:29

Ponderei responder na altura que me caiu o mail, mas optei por não gastar o meu precioso tempo numa retórica completamente inconsequente.
Mas sabes porque falo assim Elisa?
Porque não nasci em NESSE berço de ouro, mas estudei e trabalhei ao mesmo tempo, sou empresário, sou profissional liberal, sou professor, sou agricultor, lenhador, participo activamente na sociedade e pago muitos impostos para manter uns quantos eventualmente desafortunados e muitos outros que são apenas peso na nossa sociedade.
Mas efectivamente tive um berço de ouro: deram-me dignidade, incutiram-me valores, ensinaram-me a fazer parte de uma sociedade. E é verdade, depois de já ter visto tanto e tanta porcaria, revoltam-me muitas coisas. É certo que usei palavras duras no meu primeiro post, obviamente num sentido figurado.
Quanto às “ameaças”, enfim, efectivamente sou muito superior a isso para me incomodar.

Jorge Amorim

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6 carlos d' almeida 24 de Outubro de 2010 às 5:20

Infelizmente existe gente desta que, mesmo vendo ou sabendo dos comportamentos desta gente miserável os apoia, gente que apoia esta gente, só pode ser de mentalidade igual, porque para esta gente não existe o BEM e o MAL, para esta gente não existe o CARÁCTER e a DIGNIDADE, para esta gente existe sim, SE NASCES NUM BERÇO DE OURO, és feliz e tens direito a tudo, se nasceres num berço de lata, tens direito á destruição e tudo o que é de mau, agora vejam a mentalidade dessa senhora que muito rapidamente, veio em defesa dos miseráveis que destróiem, que incendeiam as quintas e casas que se encontram pelo meu PAÍS. Senhora do meu PAÍS, tenha cuidado com as ameaças que fez aos HOMENS DE CARÁCTER e DIGNIDADE do meu PAÍS.

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7 joana campos 5 de Outubro de 2011 às 16:33

ola, fiquei felicissima ao recordar esta casa. sou do porto e nos meus tempos de criança passava ferias nesta casa com o ATL da mnh paroquia no entanto entristece-me ver que a destruiram por completo, forem anos seguidos a passar la as Ferias de verao.
O nosso país é tao pobre….

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