Porque realmente este senhor apresenta uma rica prosa, não posso deixar de divulgar aqui o seguinte texto:

Quando se trata de taxar grandes fortunas os analistas tornam-se filosóficos: mas o que é um rico?, perguntam.

O recente debate sobre política fiscal é tão interessante quanto intrincado. Pergunta-se: quem tem mais deve contribuir mais? Eis um daqueles dilemas de solução impossível. Tirando o sentido de justiça e o mais elementar bom senso, não há nada que nos ajude a tomar uma posição definitiva. Devem os ricos pagar mais impostos do que os outros? É uma questão complexa. Arrebanhar metade do 13.º mês acima do salário mínimo é incontroverso, mas quando se trata de taxar grandes fortunas os analistas tornam-se filosóficos: mas o que é um rico?, perguntam. Parece tratar-se de um conceito vago e populista, comentam, com admirável prudência intelectual. Fazia falta um destes analistas no versículo 24 do capítulo 19 do Evangelho segundo São Mateus. Quando Jesus dissesse que é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus, o analista havia de contrapor: “Mas, Senhor, o que raio é um rico? Abstende-vos de usar conceitos vagos e populistas.” No entanto, Jesus Cristo, talvez por ser filho de quem é, pode dizer o que lhe apetece sem ser acusado de demagogia. Uma sorte que Jerónimo de Sousa não tem.

Na verdade, os analistas têm razão. A riqueza é um conceito vago. Tão vago que o homem mais rico de Portugal conseguiu dizer esta semana que não era rico. Ora, se o homem mais rico de Portugal não é rico, isso significa que em Portugal não há ricos, o que inviabiliza a criação de um imposto especial para eles. É impossível taxar quem não existe, como a direção-geral de impostos bem sabe – até porque já tentou.

Toda a gente conhece aquele poema do António Gedeão sobre Filipe II: o rei era riquíssimo (passe a imprecisão e o populismo) e tinha tudo. Ouro, prata, pedras preciosas. O que ele não tinha, diz o último verso, era um fecho éclair. Américo Amorim tem tudo, incluindo um fecho éclair. Talvez não tenha vergonha, mas também vem a calhar: nem criando um imposto sobre a vergonha o apanham.

Américo Amorim constitui, por isso, um mistério tanto para a fiscalidade como para a teologia. Sendo o homem mais rico de Portugal, talvez não entre no reino de Deus. No entanto, na qualidade de pobre de espírito, tem entrada garantida.

O Bom

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A crise ou outro conto curto!

31 de Agosto de 2011

em O Serrano


O texto original terá sido publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals Co.
Por isso, este texto não é original, mas tendo achado que era interessante resolvi partilhar convosco.

A crise

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.

Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e
vendia os melhores cachorros-quentes da região.

Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela
estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e
gostava.

As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão
e as melhores salsichas.

Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande
quantidade de fregueses.

O negócio prosperava…

Os seus cachorros-quentes eram os melhores!

Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.

O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai
continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com
os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma
séria conversa com o pai:

- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma
grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que
economizar!

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem,
se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais,
vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!

Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e,
é claro, pior).

Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).

Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.

Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.

Tomadas essas ‘providências’, as vendas começaram a cair e foram
caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.

O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos… faliu.

O pai, triste, disse ao filho: – Estavas certo filho, nós estamos no
meio de uma grande crise.

E comentou com os amigos, orgulhoso: – ‘Bendita a hora em que pus o
meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise…’

O serrano

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Adivinha

8 de Julho de 2011

em O Bom

Quem disse a 14 de Julho de 2010, o seguinte : “Não vale a pena recriminar as agências de rating, o que nós devemos fazer é o nosso trabalho para depender cada vez menos das necessidades de financiamento externo” ?

E a 8 de Julho de 2011 que : “Não há justificação para corte de rating” e ainda que “congratula-se com a condenação da atitude da agência de notação financeira Moody’s por parte da União Europeia, de instituições europeias e internacionais e de vários governos europeus”, e que “as questões em torno da avaliação do risco e da notação financeira dos Estados-Membros da União Europeia devem merecer uma resposta europeia”.

Pista: Foi alguém com doença bipolar…

O Serrano

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Mais particularmente em Santa Maria da Feira, apesar da grande onda de assaltos que se tem verificado na zona, é sempre bom ver que existem sinais de que a lei e a ordem ainda prevalecem.

Jornal de dia 13 de Junho de 2011:

Um grupo de cerca de vinte jovens do lugar da Pena, em Vale, Santa Maria da Feira, espancou ontem de madrugada quatro ladrões, que têm entre 19 e 34 anos, que tentavam roubar um carro e uma mota. Furiosos, os moradores não se coibiram quando surpreenderam os assaltantes. Agrediram-nos durante mais de uma hora, até à chegada da GNR.

Os detidos, que moram em Gaia e Espinho, sofreram ferimentos graves e foram transportados para o Hospital de Santa Maria da Feira.

“Eles até sem os dentes ficaram. Eles iam fugir, mas nós não deixámos. Prendemos os assaltantes a umas grades até a GNR chegar. Aqui ninguém rouba nada”, contou Manuel, de 23 anos, um dos moradores que agrediu os ladrões.

Os confrontos entre os jovens da freguesia e os ladrões começaram por volta das 05h00, altura em que Manuel foi alertado por vizinhos de que um grupo estaria a tentar roubar-lhe a mota e um carro de outro morador. De imediato, juntou cerca de 20 amigos e decidiu surpreender os assaltantes.

“As autoridades não tratam dos assuntos, tratamos nós. Não ia deixar que levassem a minha mota, isso não. Agarrámos os ladrões e demos-lhes uma lição para não voltarem a roubar”, disse Manuel.

Manuel é considerado o defensor dos moradores da freguesia. Ontem resolveu uma tentativa de assalto, mas já há seis meses tinha apanhado um outro ladrão na zona. Manuel não só os detém, como também os castiga. Só depois de os agredir e de lhes dar uma lição é que os entrega à GNR.

Há seis meses o jovem decidiu mesmo levar o assaltante para uma serra próxima, tirou-lhe a roupa e a abandonou-o seminu. Depois chamou os militares.

“Ele não têm medo de ninguém e os militares até agradecem que ele resolva os problemas”, dizem os amigos de Manuel. Os moradores da zona também estão gratos ao jovem.

O no jornal de Hoje:

A Polícia Judiciária deteve dois homens e uma mulher suspeitos de pertencerem a um grupo que terá feito dez assaltos à mão armada, ocorridos, entre 19 de Maio e 10 do corrente mês, nas zonas de Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira. Num dos casos, foram expulso de um café depois de atingidos por um tabuleiro de tremoços.

Os detidos fazem parte do grupo que atacou o café de  Elisa Neves, em Argoncilhe, Santa Maria da Feira, assalto que saiu frustrado devido à resistência da dona do estabelecimento. Mesmo sob a ameaça de uma arma de fogo, Elisa Neves atirou-lhes com um tabuleiro de tremoços e um recipiente cheio de talheres, provocando a fuga dos assaltantes.

Ora estas notícias mostram duas coisas:

A GNR demora mais de uma hora a chegar ao local onde foi reportado um crime. O que acho bem dado que assim dá tempo de se fazer o que os tribunais não conseguem fazer que é… justiça. Pelo menos um pouco…

E mostra também que os assaltantes são de tal forma incompetentes que até um tabuleiro de tremoços e um jogo de talheres é capaz de os fazer fugir. Realmente não se faz, ainda se fosse um tabuleiro de tremoços e uma cervejinha fresquinha…

O Mau

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Conta da EDP

25 de Maio de 2011

em BMS News,O Mau

A conta que recebi hoje da EDP tem uma linha onde cobra a chamada Contribuição áudio-visual no valor de 2,25€ + IVA por mês.

Até aqui nada de novo. Se pensarem bem,  uma família média que tenha casa própria aos 26 anos e viva pelo menos um elemento até aos 80 anos, temos cerca de 1500€ + IVA de contribuição para a nossa querida rádio e televisão pública.

Hoje ocorreu-me umas questões pertinentes.

Os surdos pagam o mesmo que as restantes pessoas? É que só podem usufruir da televisão e de forma limitada.

Os cegos pagam o mesmo que as restantes pessoas? É que só podem usufruir do som da televisão e da rádio.

E por último, os cegos e surdos pagam alguma taxa?

Só ainda não percebo como é possível que ainda não se pague uma taxa pela internet. Ela existe! Está disponível para quem quiser! Anda por aí pelo ar! Porque razão não pagamos todos na conta da electricidade uma taxa para podermos usufruir do site da RTP e da Radio estatal?

Não deveria o princípio ser exactamente o mesmo? Mesmo que não uses, não queiras nem sequer gostes, pagas na mesma!

O Mau

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Ou este senhor estava maluco da cabeça ou afinal já andamos a falar da “crise” à mais de uma década. Voltamos ao mesmo, os anos passam e as dificuldades são as mesmas. Cada geração que se segue é vista como pior do que a anterior pelos mais velhos. Cada jovem que procura emprego acha que os mais velhos é que tiveram sorte. Cada idoso que se vê doente e frágil afirma que antigamente é que era bom.
Andamos todos sempre à procura de uma desculpa ou de uma justificação para as nossas dificuldades ou desaires. A vida é mesmo assim, nem é nem nunca foi fácil. Quando esta música foi editada, estava eu a meio da minha licenciatura. Que mundo negro me esperava. Crise, desemprego e dívidas. É a vida. E é muito melhor do que a que os meus pais e avós tiveram… Que bela é a vida!

Esta música faz parte do álbum desprezado do Abrunhosa denominado “Silêncio”. Um bom álbum Rock produzido e gravado nos EUA e que marcou uma viragem com a receita fácil de sucesso dos dois álbuns anteriores. Graças a isso, foi ignorado pelo público que procurava mais um disco de baladas óbvias e orelhudas que se cantam ao ouvido das miúdas. Foi um exemplo de desalinhamento entre a vontade do artista e a expectativa do público. Não deixa de ser um bom álbum Rock cantado em português.

“O que vai ser de mim” por Pedro Abrunhosa

Prometeram-me um futuro
E eu sem querer acreditei
Comprar a vida sem juros
Ser dono do Cristo-Rei
Vou usar jeans e gravata
E um Ferrari amarelo
Um dia vou ser político
Ou talvez super-modelo

A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal

E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?

Hoje vi mais um concurso
De estrelas de rock´n roll
De certezas e proezas
Sexo, droga e futebol
À noite na discoteca
Os shots falam verdade
Afinal para que serviram
Dez anos de Faculdade

A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal

E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?

Dez milhões de sonhadores
E ninguém fala dos seus
Todos têm telemóvel
Com rede directa a Deus
Olho os outros no shopping
E vejo-me a mim também
Sem saber que o conformismo
É sempre o poder de alguém

A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!

E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?

O Bom

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Interessante. Cada vez mais cansado do “bota abaixo”.

Temos um governo irresponsável e um Presidente da República que é o pior de todos os “bota abaixo”. Como é que é possível que nem o Presidente, nem os conselheiros tenham a mínima noção do que é preciso para transmitir força e coragem às pessoas. Este Presidente como líder de pessoas e orientador de quem precisa de ajuda é uma nulidade. Consegue fazer um discurso inteiro a dizer que estamos tramados e que se não fizermos tudo o que tem de ser feito iremos ficar muito pior. Em nenhum momento na sua mensagem diz que se fizermos as coisas bem, ficaremos muito melhor! Em momento algum foi capaz de dar esperança a quem está com dificuldades. A única coisa que repete até ao enjoo é que “eu já tinha avisado”! Vai-te catar mais os teus avisos! Isso é como aqueles pais que vêm o filho cortar-se com uma faca e dizem: “eu avisei-te! Não fiz nada para te impedir de cortar, mas avisei!”. O destino dos portugueses após aquela comunicação foi o copo de tinto mais próximo.

É lamentável, mas do ponto de vista de inteligência emocional, capacidade de mobilização e liderança de um povo, nós não temos um presidente, temos um calhau em granito: chato, frio e deprimente!

O Scolari em frente aquele microfone fazia os portugueses acreditar que o que aí vinha até seria bom no final.

Querem entender as sondagens que já apontam para empate técnico? É fácil, o Sócrates é um aldrabão que transmite esperança, motivação e energia aos portugueses. Os outros transmitem austeridade, paternalismo pelos infelizes dos portugueses e “bota abaixo” por tudo o que os outros fazem. Uma coisa não implica a outra! Alguém tem de explicar que é possível, trabalhar, lutar, enfrentar as dificuldades com esperança, alegria e porque não, pensamento positivo.

Este país não é pobre, é deprimente!

P.S. Neste preciso momento na televisão, estava em directo do Afeganistão um soldado português a falar. Quando lhe pediram para enviar uma mensagem para os familiares em Portugal ele disse algo do género: “Aproveitem a vida e tenham força para recuperar da crise. Eu estou mortinho para ir para aí. Onde há liberdade, segurança, saúde, escolas e acima de tudo PAZ”
É engraçado como rapidamente nos esquecemos da desgraça dos outros perante os nossos próprios ridículos problemas.

O Bom

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Como comentário a este post publicado aqui à um ano atrás, uma querida leitora de nome Miriam Coutinho teve a amabilidade de escrever ontem o que de seguida transcrevo. É de tal maneira poético e rico que julgo merecer este especial destaque na forma de um novo post.

Sua santidade o papa sabe o senhor que por eu ser a abóboda celeste o zenite e nadir praticam o cúmulo comigo em todos os sentidos moral fiísico porque o moral não é só abalo de estrupo mas de resepeito e eles ultrapassaram o límite de meu equilibrio estou no fastígio e afirmo que vi o resplendor o clarão do sol e depois o resplendor auréola do sol coroa de louro perguntei a Deus que coroa ele escolia para mim e até agora não sei qual é dizem que a de louro é dilúvio mas a de cristo também porém é estiagem seguida do dilúvio e sei que o mundo está acabando e as pessoas estão levando na brincadeira eu sou o mundo papa eu sou a abóboda celeste e a terra já não está mais erétil firme mexeram no meu corpo fora os abalos que também é causa da falta de firmiza da terra o mundo acabará no dilúvio aluir desejam minha desgraça e INSISTEM EM ME CONSIDERAR CULPADA MAS EU TENHO MINHA CONSIENCIA LIMPA QUE ELES PREFEREM SE PREJUDAR PARA ME PREJUDICAR DO QUE FALAR A VERDADE QUE SOU INOCENTE O MUNDO ESTÁ ACABANDO E AS PESSOAS NÃO ESTÃO SE DANDO CONTA A TERRA PODERÁ PARTIR SIM O MEU ABALO FÍSICO SE CASO SOFRER A INVEJA É INCAPAZ DE ME INOCENTAR DO QUE ELES ME ACUSAM É SÃO INCAPAZES DE DIZER QUE QUIREM ME PREJUDICAR PORQUE DESEJAM MINHA DESGRAÇA EU NÃO TENHO DÚVIDA NENHUMA QUE SOU A ABÓBODA CELESTE PORQUE MINHA SOBRINHA É A ABÓBODA PALATINA.SE VOCES SÃO INCAPAZES DE ACREDITAR QUE O MUNDO VAI ACABAR SINTO MUITO MAS VOCES ESTÃO SONHANDO COM O MUNDO QUE VOCES DESPRESAM EU A ABÓBODA CELESTE VOCES SÃO INCAPAZES DE AMAR PORQUE VI O ZENITE E NADIR E SOU AFETADA SOU MEIGA CARINHOSA E VAIDOSA PORQUE A VAIDA É SEM DÚVIDA PARA MIM O ALEGRIA QUE EU PERDI NO SOFRIMENTO PORQUE DEUS ME DEU O SOFRIMENTO MAS TAMBÉM ME CONSEDEU O ADORNO ADORNO QUE TAMBÉM FIZEM QUESTÃO ME ME TIREM E ME FAZER MAIS INFELIZ VOCES DESEJAM A MISÉRIA PARA MIM E A DESGRAÇA VIRÁ PARA VOCES VOCES DESAJARAM MINHA DESGRAÇA A TERÃO A DESGRAÇA TUDO É UMA QUESTÃO DE TEMPO E EU NÃO ESQUEÇO DO PASSADO QUANDO AS ÁGUAS INUNDAVA QUANDO EU ERA PERSEGUIDA NÃO POSSO ENTENDER A LOUCURA DE VOCES QUE NÃO DEIXA VOCES ENTENDEREM OU VOCES TEM DINHEIRO DEMAIS OU A LOUCURA ESTÁ NA INVEJA QUE NÃO DEIXA VOCES ADIMITIEREM QUE SOU INÓCUA O ZENITE E NADIR O ÉTER A ABÓBODA CELESTE SUBLIME A QUINTA ESSÊNCIA QUE TEM A VER COM A PRIMIERA COM A SEGUNDA E COMA TERCEIRA E QUE TODOS VÃO PAGAR E ESTÃO PAGANDO PORÉM NÃO ESTÃO PERCEBENDO PORQUE NÃO QUEREM ADIMITIR QUE ME DESEJAM A DESGRAÇA NÃO VAI MUDAR NADA ME CULPAREM E SE ACHAREM COM RAZÃO SE DEUS CONTIA E INUNDA-LOS PORQUE DEUS ULTRASSA BARREIRAS E SABE DE TODA A VERDADE NÃO SE ESCONDE NADA DE DEUS NEM SE COMPRA DEUS COM DINHEIRO MAS OBRAS DEVEM SER RECONHECIDAS PRINCIPALAMENTE QUANDO SE VE DEUS NO CÉU COMO EU VI E ERA PARA EU CRESCER NOVAMENTE O MEU MAU É QUE OS NEGROS SÃO CULPADOS DE TODA A MINHA LOUCURA E TODOS OS QUE SÃO CONTRA MIM SÃO CONTRA DEUS PORQUE MINHA AURA É DO MUNDO E QUEM NÃO PRESERVA O DIVINA CERTAMENTE TAMBÉM NÃO SE PRESEVARÁ.

DESCULPE OS ERROS DIGITADOS PORQUE CREIO QUE MEU COMPUTADOR TEM VÍRUS E FAZ TUDO SAÍR ERRADO.

Sem mais comentários, está tudo dito!

O Mau

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Da autoria de Hélder Fernandes, correspondente da TSF na Finlândia.

Encontrei por bem contar aqui os pormenores de uma história que, por muito que pareça pertencer ao passado, tão facilmente nos lembra a todos das travessuras partidas de que a História é capaz de pregar. E por muito incompreensível que possa parecer, as travessuras e partidas que a História às vezes prega, surpreendem em especial aqueles com a memória mais curta.O local foi Lisboa, e o ano, 1940, mais concretamente o trigésimo nono dia após o final da primeira e heróica guerra combatida pelo perseverante povo Finlandês contra a tentativa estrangeira de apagar a vossa pequena nação do mapa dos países livres e independentes da Europa. A Guerra do Inverno na qual a Finlândia contrariamente ao que todos julgavam poder ser possível derrotou o bolchevismo o imperialismo Russo, teve na altura um impacto muito maior do que o que julga hoje a maior parte dos finlandeses.Os gritos de sofrimento e os horrores da primeira guerra Russo-Finlandesa e os terríveis sacrifícios impostos ao vosso pequeno país, comoveu e tocou o coração do povo Português no outro longínquo canto deste velho continente chamado Europa. Talvez fosse por causa de um sentimento de irmandade, ou mesmo de identificação com os sacrifícios para que uma outra nação pequena e periférica acabava de ser atirada…mas a ânsia de ajudar a Finlândia rapidamente emergiu entre os Portugueses, tão orgulhosos que são hoje quanto orgulhosos eram então dos valores da independência e da nacionalidade. A nação europeia com as fronteiras mais estáveis e com a paz mais duradoura de todas, não podia permitir-se, e não permitiu, permanecer no conforto da passividade de nada fazer relativamente ao destino para o qual a Finlândia tinha sido atirada,confrontada que esta estava com o perigo iminente de se tornar em apenas mais uma província Estalinista.Portugal era na altura um país encruzilhado, submergido em pobreza e constrangido por uma ditadura cruel e fascista. Os Portugueses eram nesses tempos quase todos invariavelmente pobres,analfabetos, oprimidos e infelizes, mas também trabalhadores, honestos, orgulhosos, unidos e cheios de compaixão, mobilizados em solidariedade para oferecerem o que de mais pequenino conseguiram repescar para ajudarem o necessitado e desesperado povo Finlandês.Em cidades e vilas e aldeias de Portugal, agricultores, operários e estudantes, pais e mães, que aos milhões talvez possuíssem não mais do que apenas 3 mudas de roupa, ofereceram os para si mais modestos e preciosos bens que, mal grado a penúria, conseguiram prescrever como dispensáveis:cobertores, casacos, sapatos e casacões, e para os mais felizardos sacos de trigo e quilos de arroz cultivados à mão nas lezírias e terras baixas dos rios portugueses. As ofertas foram recolhidas por escolas e igrejas do norte e do sul, e embarcadas para Helsínquia com a autorização prévia da Alemanha Nazi e Aliados. Num extraordinário gesto de gratidão, o Sr. George Winekelmann, que era o então representante diplomático da Finlândia em Lisboa e Madrid, publicou um apontamento na primeira página do prestigioso jornal “Diário de Noticias” para agradecer ao povo Português a ajuda e assistência prestadas à Finlândia no mais difícil de todos os inconsoláveis tempos.O bem-haja a Portugal foi publicado no vigésimo primeiro dia de Abril de 1940, há quase exactamente 70 anos neste dia presente que corre, e descreve que “Na impossibilidade de responder directamente a cada um dos inumeráveis testemunhos de simpatia e de solidariedade que tive a felicidade de receber nestes últimos meses, e que constituíram imensa consolação e reconforto moral e material para o meu país, que foi objecto de tão dolorosas provações, dirijo-me à Nação Portuguesa, para lhe apresentar os meus profundos e comovidos agradecimentos. Nunca o povo finlandês esquecerá a nobreza de tal atitude. Estou certo de que os laços entre Portugal e Finlândia se tornaram mais estreitos e que sobreviverão ao cataclismo do qual foi o meu país inocente vítima, contribuindo assim para atenuar as consequências de tão injustificada agressão”.Em virtude de um outro esforço de ajuda à Finlândia organizado por estudantes Portugueses, o Sr.George Winekelmann mais uma vez voltou à primeira página do mesmo jornal para, numa nota escrita no dia 16 de Julho de 1940, expressar o seu imenso agradecimento: “O Sr. GeorgeWineckelmann, ministro da Finlândia, esteve ontem no Ministério da Educação Nacional (…) a agradecer o interesse que lhe mereceram as crianças do seu país por ocasião do conflito com a Rússia (…) e o seu reconhecimento pela importante dádiva com que os estudantes portugueses socorreram os pequeninos da Finlândia”.Por irónico que seja, o nacionalismo e as formas pelas quais alguns Europeus escolhem para o expressar nos dias presentes, estão em completo contraste com o valor do conceito de Nação expresso há 70 anos por um país bem mais velho, e por um povo bem menos rico e bem mais analfabeto, quando confrontado com a luta pela sobrevivência de uma nação-irmã, que é bem mais rica, bem mais instruída e….bem mais jovem.Todos devemos ao passado a honra de não esquecer os feitos e triunfos daqueles que já não vivem.O conceito de verdadeiro nacionalismo não pode jamais ficar dissociado do dever de honrarmos o passado. Ao cabo de 870 anos de História, por vezes com feitos tremendos e ainda maiores descobertas, um dos sucessos de Portugal como nação tem sido a capacidade de o seu povo unido e homogéneo, olhar serenamente de mãos dadas para lá do horizonte da sua terra, sem nunca ter métodos desafios desconhecidos dos sete mares em frente, sem nunca fechar a ninguém as portas hospitaleiras e da amizade, e sem nunca fugir dos contratempos que possam defrontar-se-lhe na senda do seu destino. Por mais irónico que seja, algo não parece bater certo quando a condição a que chegou a economia de um Estado de uma pequena nação, por maneira curiosa se torna talvez decisiva nas escolhas eleitorais tomadas por um povo de uma outra e ainda mais pequena nação, no outro canto tão longínquo da Europa. Por mais que merecida ou desejável que possa ser, a recusa de auxiliar e ajudar uma nação dorida e testada pelos ventos de um cataclismo financeiro não é provavelmente o passo mais sábio de países unidos por espírito e orgulhosos de honrarem os verdadeiros intrínsecos valores de solidariedade e mútua amizade, em especial quando atormentados por adversidade e ventanias de crise. Por mais corrupta que a sua elite se comporte, por mais desgovernado que o seu país ande, e por mais caloteiro que o seu Estado seja, os homens e mulheres comuns de Portugal, filhos e filhas e netos e netas daqueles que viviam há 70 anos atrás, sentem-se e são os reféns e vítimas inocentes de uma Guerra financeira que viram ser-lhes declarada contra os seus bolsos e carteiras, e que ameaça as suas honestas e modestas poupanças.Mas não obstante confrontados nos agora tempos de hoje, em aparente insolvência e nas mais sozinhas de todas as suas horas, com o desespero e adversidade, eu estou confiante e seguro de que os Portugueses de hoje, mães e pais, agricultores, trabalhadores, padres e estudantes, e até mesmo crianças, de lés a lés naquele país se elevariam da consciência, a fim de mostrar os seus mais sinceros e genuínos sentimentos de nacionalismo e humildade para ajudarem e confortarem Finlândia e o povo finlandês, se alguma outra vez cataclismo ou desastre batesse à porta da Finlândia e iluminasse a ideia obscura da extinção da heróica nação Finlandesa, tal como aconteceu há sete décadas passadas.Todos nós podemos aprender com as pequenas e genuínas lições dos tempos que lá vão.

O Bom

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Aparentemente, os técnicos do FMI foram almoçar ontem quinta-feira (antes da sexta Santa…) e quando regressaram ao trabalho encontraram as salas vazias.

Após imensa pesquisa, quando já julgavam ser uma brincadeira dos ganda malucos dos portugueses, foram informados que o pessoal tinha ido todo de férias, primeiro com tolerância de ponto e depois seguem-se 3 feriados e um sábado pelo meio…

Posto isto, os técnicos do FMI fizeram as malas e partiram para o Algarve, local onde segundo parece, se encontram os portugueses e portanto, onde se encontram as pessoas que é suposto negociarem com eles o nosso futuro.

Diz o governo que foi decretada tolerância de ponto porque: é tradição!

Então e a porra dos touros de morte também não eram?

Se vamos continuar a agir como “é tradição”, então não vamos a lado nenhum. Se continuarmos a agir da mesma forma, continuaremos a obter os mesmos resultados. É hora de romper com algumas tradições! Doutra forma não vale a pena.

De qualquer forma, parece que pedir ajuda ao FMI também já é tradição…

Boa Páscoa!

O Mau

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