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O Serrano

Discos – Best of 2011

21 de Dezembro de 2011

em BMS Music,O Serrano

Isto de listas é muito subjectivo. Hoje pode ser um, amanhã outro.
Por isso, resolvi, conforme me fui lembrando, escrever a lista daqueles discos que mais ouvi e mais gostei de ouvir em 2011.
Assim e sem nenhuma ordem especial a não ser a alfabética ( e talvez a imagem escolhida, tenha ali uma preferência), aqui ficam os 28 discos (originais de 2011), que ontem á noite achava que foram os melhores:

Amon Tobin – Isam
Bon Iver – Bon Iver
David Lynch – Crazy Clown Time
Feist – Metals
Gang Gang Dance – Eye Contact
James Blake – James Blake
Jay-Jay Johanson – Spellbound
Kurt Vile – Smoke Ring For My Halo
Laura Marling – A Creature I Don’t Know
Fleet Foxes – Helplessness Blues
Lykke Li – Wounded Rhymes
Metronomy – The English Riviera
Nicolas Jaar – Space Is Only Noise
Paus – Paus
PJ Harvey – Let England Shake
Radiohead – The King Of Limbs
St. Vincent – Strange Mercy
Sun Araw – Ancient Romans
The Black Keys – El Camino
The War On Drugs – Slave Ambient
Tom Waits – Bad As Me
tUnE-yArDs – w h o k i l l
Unknown Mortal Orchestra – Unknown Mortal Orchestra
Washed Out – Within And Without
Wilco – The Whole Love
Wild Beasts – Smother
You Can’t Win, Charlie Brown – Chromatic

O Serrano

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Um Serrano no Hard Club

7 de Novembro de 2011

em BMS Events,O Serrano

Os Virgem Suta visitaram o Hard Club no Porto no passado dia 4 de Novembro de 2011. Este concerto foi o último antes de fazerem agora uma pausa no que toca a palcos.

O palco é uma espécie de taberna, algo a que os Virgem Suta se referem frequentemente. Aliás, metade das música falam de bebida e a outra metade fala de ressaca, o que bate certo portanto!

Jorge Benvinda (vocalista) entra em palco depois de uma introdução instrumental de todos os elementos da banda. Depois de alguns temas do seu álbum, é tempo de “Absolutamente” de Carmen Miranda. Mas ainda estava para vir um dos momentos altos da noite que foi, sem dúvida, uma versão intensa, do êxito “Tomo Conta Desta Tua Casa”. Também “Dança de Balcão” animou todo o público, que levantava os copos ao seguir as indicações de Jorge. Pela primeira vez na vida, vi os músicos descerem do palco e com garrafas de vinho tinto na mão, encher os copos de quem nas primeiras filas erguia os copos de plásticos branco.

Os convidados especiais foram Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã. Hélder foi um dos grandes contributos para o sucesso dos Virgem Suta, uma vez que foi um grande apoio em todo o seu trabalho. Manuela Azevedo deu voz a “Linhas Cruzadas” (o grande êxito de rádio da banda) e ainda a “Teia”.

Destaque ainda para a música “Vovó Joaquina”, que é, provavelmente, a música mais bem-disposta do álbum. E ainda se voltou atrás no tempo para relembrar “Playback” de Carlos Paião onde já se ouvia mais o público do que o vocalista.

Já no encore, terminam com as suas duas melhores músicas tocadas ao vivo, e desta vez, com muitos elementos do público já no palco. Eram já cerca de 30 os elementos da assistência que o Jorge fez questão de convidar e pessoalmente puxar para cima da palco numa altura em que já apresentava a camisa completamente encharcada de esforço.

Durante o concerto, houve oferta de vinho por parte da banda, houve um grupo de fãs deitados no palco, sirenes e garrafões pendurados no tecto, entre outros objectos e momentos peculiares. Um ambiente assim, que consegue fazer toda a gente sentir-se como uma família durante uma hora e meia, é definitivamente obra dos Virgem Suta.

Um bom espectáculo, com meia sala como é habitual nas bandas portuguesas, mas com qualidade e diversão por inteiro.

Alinhamento do concerto:
A Lei
Ressaca
Não Sou Deste Lugar
Absolutamente de Carmen Miranda
Tomo conta desta tua casa (acústico)
Homem do Mundo
Anjo em Descensão
Tanto por Dizer
Dança de Balcão
Feio
Linhas Cruzadas
A Teia
És tudo para mim
Vovó Joaquina
Playback de Carlos Paião

Encore
Menina Princesa
Mula da Agonia
Tomo conta desta tua casa (eléctrico)
Vovó Joaquina (acústico)

O Serrano

 

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Temos todos noção da “guerrilha” entre as cadeias de supermercados com todas as cantorias, slogans e promoções que nos convencem que lá é que estão os preços mais baixos.

Pela minha formação e por exemplos concretos que vou vendo por curiosidade durante o quotidiano, desconfio sempre de tudo o que vejo ser anunciado. Posso dar exemplos como estes:

- Quando estão 3 garrafas de Coca-Cola “agarradas” e com um cartaz grande a anunciar o preço, são quase sempre mais caras do que se comprarmos 3 garrafas isoladamente.

- Quando o Continente coloca num panfleto artigos com 50% de desconto em cartão, quase sempre são mais caros do que o preço normal, ou seja, um detergente que costuma custar 2€, quando passa para um panfleto custa no mínimo 3€. Depois efectuamos a compra e acumulamos 50% do valor no cartão. Eu, como sou Serrano, numa primeira oportunidade desconto de imediato o valor sem que seja 10 cêntimos. Mas já vi e sei que é muito frequente as donas de casa deixarem acumular lá dezenas de Euros porque depois “sabe melhor” gastar tudo de uma vez. Eu digo-vos o que é que sabe melhor. O que sabe melhor é o Sr. Belmiro ter centenas de milhar de euros acumulados em cartões durante dias ou semanas. Esse dinheiro, por cada dia que não é descontado, está ” do lado do Continente” a render juros. Os descontos em cartão são, na grande maioria uma “burla” disfarçada.

Termino deixando este exemplo: IOGURTES LÍQUIDOS MIMOSA

Um produto absolutamente banal, presente em casa de quase todos os portugueses e em número significativo. Esta semana, são estes os preços que verifico:

Pingo Doce: 1,65€ por um pack de 4 unidades (da marca Pingo Doce o preço é semelhante)

Continente: 1,78€ por um pack de 4 unidades com 0,45€ de desconto em cartão. Vamos então considerar que ficam por 1,33€. (da marca Continente o preço é 1,78€ sem qualquer desconto)

Por esta análise o Continente é mais barato, embora só depois de descontar o desconto em cartão. Se ao descontar esse valor, comprarmos outro produto também mais caro do que no Pingo Doce, lá se vai a vantagem.

Mas o melhor está para vir, e nem é novidade para mim nem para muitos arouquenses, mas mesmo assim não podia deixar de o expressar aqui, porque é justo e deve ser enaltecido!

Preço hoje dos Iogurtes Líquidos Mimosa no Supermercado CAVADINHA: 1,15€ por um pack de 6 (seis) unidades! Ou seja, no Cavadinha, os Iogurtes custam aproximadamente METADE do que custam nos grandes Pingo Doce e Continente. Sem promoções, sem cartazes na rua nem sequer nada de especial no local. Quem lá vai sabe que este preço é usual embora oscile como é normal.

Outro exemplo é o Detergente Líquido para Roupa SKIP: Quando aparece no folheto do Continente como tendo 50% de desconto na compra de 2 unidades, está no Cavadinha a ser vendido como “Leve 2 pague 1″. Quem está a fazer a promoção? A Unilever, gigante mundial, fabricante e distribuidora do detergente.

Ainda recentemente saiu um estudo da DECO PROTESTE onde concluem que uma grande rede é a mais barata. O estudo não inclui Arouca, embora no anúncio do estudo a DECO afirme que podemos ver os resultados do nosso concelho… É caso para dizer: quem nos defende da DECO???

Só uma última nota que não é opinião nem publicidade tendenciosa, é um facto comprovável: Enquanto eu espero na fila para registar as compras no Pingo Doce ao final do dia, consigo no Cavadinha fazer todas as compras, pagar e carregar o carro. Já para não falar no cheiro que por vezes tem no Pingo Doce vindo das casas-de-banho. Cortar custos com pessoal e serviço é uma estratégia válida, mas acho que em Arouca a cadeia está a ir um pouco longe demais…

O Serrano

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A crise ou outro conto curto!

31 de Agosto de 2011

em O Serrano


O texto original terá sido publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals Co.
Por isso, este texto não é original, mas tendo achado que era interessante resolvi partilhar convosco.

A crise

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.

Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e
vendia os melhores cachorros-quentes da região.

Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela
estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e
gostava.

As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão
e as melhores salsichas.

Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande
quantidade de fregueses.

O negócio prosperava…

Os seus cachorros-quentes eram os melhores!

Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.

O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai
continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com
os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma
séria conversa com o pai:

- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma
grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que
economizar!

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem,
se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais,
vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!

Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e,
é claro, pior).

Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).

Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.

Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.

Tomadas essas ‘providências’, as vendas começaram a cair e foram
caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.

O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos… faliu.

O pai, triste, disse ao filho: – Estavas certo filho, nós estamos no
meio de uma grande crise.

E comentou com os amigos, orgulhoso: – ‘Bendita a hora em que pus o
meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise…’

O serrano

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Mesmo altamente

14 de Janeiro de 2011

em BMS News,O Serrano

Hoje enquanto esperava numa oficina que fizessem a manutenção ao meu carro, estava para escrever um texto sobre uma ideia mesmo altamente que eu tive. O problema é que agora esqueci-me do que é que era. Mas tenho quase a certeza que vocês iam adoram e iam ficar mesmo a pensar: Espectáculo! Este blog é mesmo altamente, este Serrano é do melhor.

Caraças, não me lembro mesmo, não era sobre as eleições presidenciais sem primeiras damas, não era sobre a venda de dívida portuguesa, não era sobre o Carlos Castro, não era sobre o fim do mundo, não era sobre a página no Facebook do padre de Moldes, nem era sobre a mãe de todas as obras. Era sobre algo muito mais importante! Fogo, não me lembro mesmo! Mas lembro-me que era uma cena brutal que acho que ainda ninguém tinha escrito sobre isso e que se vocês lessem iam mesmo ficar de boca aberta e iam pensar: Espectáculo! Este blog é mesmo altamente, este Serrano é do melhor.

Eu agora posso escrever sobre outra coisa qualquer mas não vai ser a mesma coisa, vai ficar sempre aquela cena na minha cabeça, qual era a cena que eu queria contar? Porque eu tenho mesmo a certeza que vocês iam ficar tipo naquela, este Serrano é do melhor. Mas pronto. Paciência.

Fica para uma próxima.

O Serrano (que era para ser do melhor)

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A caminho de Düsseldorf

27 de Outubro de 2010

em BMS Events,O Serrano

O Serrano irá estar por aqui durante os próximos dias.

Estou curioso para ver que tal anda a crise num dos países mais destruídos por guerras no último século.

O Serrano

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Um Serrano em Lisboa

8 de Outubro de 2010

em BMS News,O Serrano

O Serrano continua empenhado em conhecer o mundo. Existe uma nova classe dentro da minha geração que tenho vindo a reparar que se caracteriza pelo seguinte: Gastam fortunas a viajar, quase sempre para destinos de praia, comida e bebida, sempre no estrangeiro mas não conhecem nada! Não conhecem as cidades onde se fez a história do mundo e pior ainda, muitos não conhecem sequer Portugal!

Esta semana, meti uns dias de férias e decidi que iria conhecer Lisboa. É verdade que já lá tinha ido diversas vezes e por vezes por vários dias, mas nunca em turismo. Fui munido do meu guia habitual (Guia American Express TOP 10 LISBOA) tal como se fosse para outra capital europeia. Preparei a viagem, marquei o hotel perto do centro e de uma estação de metro, preparei o meu kit de turista e viajei até à capital do nosso cantinho.

Fiquei alojado a 50 metros da Praça de D. Pedro IV (mais conhecida por praça do Rossio) e portanto, mesmo no coração da cidade. Gostei do que vi, gostei das ruelas de Alfama, da noite no Bairro Alto, da animação no Rossio, das vistas do Castelo de São Jorge e da turística zona de Belém. É sem dúvida uma cidade com história que vale a pena visitar e tive até a oportunidade de seguir os diversos (e polémicos) eventos das comemorações do centenário da república. Na minha opinião, o que é polémico não é só o dinheiro gasto, é o facto de 95% ter sido gasto entre o Rossio e o Terreiro do Paço e os outros 5% no resto do país. Mas isto é algo que se repete em tudo o resto…

Como Serrano que sou, não estou naturalmente adaptado a uma grande cidade. É certo que já viajei até às grandes capitais europeias, é verdade que em todas é necessário estar atento, planear devidamente o dia e acima de tudo – adaptarmo-nos. Em Roma não adianta esperar que os carros parem na passadeira, “uma vez em Roma sê Romano”, temos de nos meter à frente dos carros que eles (quase todos…) param. Em Paris não se tenta perceber o que se passa com os torniquetes do metro, se eles não abrirem é fazer como os parisienses – passar por baixo, por cima, por entre, etc. Já em Londres é fazer como deve ser ou como estiver escrito à nossa frente. Se algo nos parece estar errado, fora do sítio ou mal pensado, o mais provável é sermos nós que não estamos a perceber.

Eu não me consegui adaptar a Lisboa… Infelizmente, pensei que ía para a nossa capital e afinal devo ter ido parar a Marrocos… Segue o cronograma dos acontecimentos:

Sábado: Durante o dia conheci a baixa. De noite no Bairro Alto, entre um jantar num restaurante e uma caipirinha no Portas Largas, tive de mudar de trajecto devido a sentir que estava a entrar em zonas onde não devia, para logo de seguida ter de dizer a dois indivíduos que não queria a droga que estavam a querer enfiar-me nas calças. Enquanto estava sentado a jantar ainda tive oportunidade de ver outros jovens de casacas de cabedal, com armas à cintura passarem de forma apressada ao meu lado e fazerem sinais uns para os outros enquanto desapareciam. Em toda essa noite, no Bairro Alto, vi um polícia. Mas pedintes vi muitos…

Domingo: Visitei o Fundação Calouste Gulbenkian e na vinda, na estação de Metro da Praça de Espanha fui recebido por meia dúzia de drogaditos que fizeram o favor de me guardar a mala da máquina fotográfica com todos os acessórios e as fotos que já tinha tirado. Só é pena que até agora ainda não a devolveram. Questionei o senhor que guarda a estação que simpaticamente encolheu os ombros e disse-me que tive azar com a estação… enquanto dizia isto, os drogaditos passavam por cima, por baixo e por entre os torniquetes mesmo à frente do guarda que nada fazia (seriam parisienses?). Disse-me que eles têm passes sociais pagos pelo estado, mas vendem-nos para fazer dinheiro para o vício e depois têm de partir os torniquetes todos para entrar nas estações. Basicamente este senhor não guarda, não vigia, não alerta, não ajuda, não faz nada mas está lá um como ele 24h por dia em todas as estações. Depois o Metro dá prejuízo…

Segunda-feira: Estava a almoçar numa esplanada quando vejo dois indivíduos a correr. Passado um minuto chega um empregado de mesa que vinha a perseguir os dois rapazes por eles terem fugido sem pagar a conta. Seguiram os 3 para o Bairro Alto e eu fiquei a pensar: O que raio é que o empregado de mesa vai fazer se por um acaso muito pouco provável conseguir encontrar os outros dois? Vai bater-lhes com o bolsa dos trocos e amarrá-los com o avental? Claro que passados 5 minutos o empregado regressou sozinho, cansado e sem o dinheiro. Se a ASAE visse aquele empregado todo suado ainda o multa a ele e ao patrão…

Terça-feira: Após um agradável jantar, estava a pensar ir até ao Terreiro do Paço onde estava a iniciar um novo espectáculo multimédia sobre a República. Por azar, estava numa rua paralela à Rua Augusta (mais iluminada e movimentada) e caminhei descontraidamente em direcção ao Tejo. Passamos por uns indivíduos numa esquina que prontamente fizeram sinal um ao outro e vieram atrás de nós. Como eu sou da Serra mas não acredito que a intenção deles fosse guardar-me, agarrei a mulher pela mão e aceleramos o passo até à primeira esquina em direcção à Rua Augusta. Aqui estava uma esplanada com algumas pessoas e os nossos amigos pararam e voltaram para trás. Seguimos o nosso passeio e eis que em plena Rua Augusto temos outra vez outros indivíduos que por coincidência paravam quando nós fazíamos de conta que estavamos a ver uma montra e continuam o passeio deles exactamente quando nós seguíamos caminho. Não tive outra alternativa senão seguir para o Rossio onde tem mais movimento. Em todas as cidades que estive e em todos os países, nunca senti medo! Em Lisboa ou tive muito azar ou é mesmo insuportável lá viver. Nesta noite, não vi um único polícia na rua! Apenas passou por nós um carro patrulha. Consegui percorrer de noite a praça do Rossio de uma ponta à outra e não ver um polícia! Quem já esteve por exemplo em Londres reparou de certeza que onde se juntam pessoas tem sempre polícia. Vi de facto muitos polícias em Belém, na via mesmo em frente aos Jerónimos estavam dois carros patrulha a fazer operações Stop e logo de seguida outro carro com radar a passar multas a quem ía para o trabalho a 55Km/h. Para esta trabalho não faltam polícias…

Quarta-feira: Fui ao Oceanário e foi giro…

Termino dizendo que Lisboa é linda, tem uma luz inigualável, cheira a história e se algum dia alguém conseguir meter ordem naquilo, ainda lá hei-de voltar!

O Serrano

P.S. – Queria meter mais e melhores fotos mas roubaram-mas… e as que tenho, tal como esta, foi tirada com o telemóvel.

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Um Serrano em Paris

29 de Junho de 2010

em BMS News,O Serrano

Sempre que viajo tento perceber a maneira como vivem os locais, como se comportam, como encaram as situações e imagino como seria para mim viver naquela cidade em particular. Estive recentemente em Paris e como é habitual tive oportunidade de observar e reter alguns ensinamentos dos parisienses. Tem museus magníficos, praças e jardins sem fim e uma incrível mistura de etnias em todos os sectores. É engraçado verificar que Paris fica entre Roma e Londres, não só geograficamente mas verdadeiramente em quase tudo o que nos lembremos. A paranóia com a segurança e revistas nas entradas das atracções turísticas é mais exigente do que em Roma e muito menos do que em Londres. A ordem do trânsito, estacionamento, limpeza geral das ruas e jardins não chega a ser caótica como em Roma mas está longe do primor de Londres. O cumprimento das normas, a eficiência dos serviços e transportes é muito superior a Roma onde “vale quase tudo” mas também está longe de Londres. É curioso ver que a cultura de todo um povo e de um país pode ser comparada apenas com um passeio e um lanche numa esplanada da capital.

Para nós portugueses, existem algumas curiosidades que gostaria de salientar:

1º – Tal como noutras cidades europeias, os parques e jardins estão cheios de gente, sobretudo à hora do almoço e final de tarde. Mesmo com frio, os parisienses aproveitam para passear no parque, conviver, comer e beber. Em Portugal, com um clima muito melhor, enfiamo-nos nos cafés. No último domingo de tarde, estavam cerca de 10 clientes no bar Assembleia, enfiados no escuro e a ler o jornal. Na esplanada no mesmo bar, nem um único cliente. Comprei um gelado e segui para o parque. No parque estavam de facto algumas pessoas. Idosos, casais com crianças e bebés. No entanto, jovens adolescentes, casais de namorados ou simplesmente grupos de amigos a conviver era difícil de encontrar. Aparentemente cá em Portugal, o barulho do moínho do café e a gritaria dos miúdos da mesa do lado é mais atractivo do que o parque mesmo na primavera e verão. O verdadeira português, se sai de casa ou do restaurante e decide aproveitar o ar livre, vai com as malas, tachos, mesa, toalha de mesa, garrafão do vinho, perna de presunto, etc, etc. O objectivo não é desfrutar do espaço e comer “qualquer coisa” o objectivo é comer mais do que o normal para passar o tempo até se chegar ao conforto… da nossa casa! De outra forma, como se explicam os petromax a fritar batatas na praia fluvial do Areinho ao domingo à tarde? (Verídico!!!)

2º – Come-se bem praticamente em qualquer restaurante em Paris. Nos pequenos quiosque de crepes e iguarias também. De um modo geral os parisienses mantêm os estabelecimento limpos e as vitrinas impecáveis. Mas na hora de servir e confeccionar não há luvas, nem toucas, nem facas separadas para cada alimento nem treta nenhuma. É evidente que se nota que muitas das regras que aqui a badalada ASAE tem como função inspeccionar foram acatadas pelos parisienses, mas tudo o que já ultrapassa o razoável foi simplesmente ignorado. Ou seja, eles usaram o bom senso e o que entenderam ser utópico simplesmente ignoraram. Não é pontual! Vê-se em todo o lado que pormenores como luvas simplesmente não existem. Fazem e pegam nos crepes com as mãos, de seguida recebem o dinheiro, dão o troco e continuam a trabalhar.

3º – Costuma-se dizer que em casa de ferreiro espeto de pau. A verdade é que parece evidente que as parisienses não se sabem vestir. Gostos não se discutem mas no geral parece-me que o bom gosto não impera por aqueles lados. Mais uma vez, estão no centro, em Londres veste-se de forma muito conservadora/clássica, em Roma vestem-se homens e mulheres muito bem de forma moderna e em Paris fazem uma mistura que geralmente resulta muito mal. Facto curioso, os jovens filhos de emigrantes que vemos em Portugal com roupas “espampanantes” que deixam toda a gente a olhar (boné virado para trás, cordões ao peito enormes, sapatilhinha branca, etc), não se vêm pelas ruas facilmente. São uma pequena amostra dentro de um universo que se veste de forma relativamente banal. Se calhar, são mesmo só os filhos de emigrantes que se vestes assim. Será uma sub-cultura em Paris?

O Serrano

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Estive recentemente na nossa bela Serra da Freita e tive a oportunidade de dar um pequeno passeio no qual encontrei esta antiga casa do guarda florestal.

Não consigo compreender o que vai na cabeça de pessoas que se dão ao trabalho de partir todos os vidros da casa, vandalizar paredes e mobiliário partindo tudo até ao último caco.

É difícil conceber a alguém de bom senso porque razão estas coisas acontecem, qual a motivação por detrás desta forma de estar na vida em que o que é fixe é estragar o que os outros fazem, desmotivar quem quer fazer e idolatrar quem só fala mal, critica tudo e está sempre do contra.

Este é o resultado de mais uma geração na linha do fadinho português. Em que o país está sempre mal. Somos sempre maus em tudo. Nunca ninguém faz nada bem e por isso vamos lá destruir aquilo que temos (apesar de acharmos pouco)…

Eu que sou Serrano, não compreendo as filosofias do mundo, não domino os dogmas mundiais, não acompanho as bolsas e os fenómenos macro-económicos. No entanto, sinto na pele, mesmo aqui ao lado de minha casa, que algo não vai bem por esse mundo fora. Apesar de todo o burburinho e de todos os cabeçalhos noticiosos, infelizmente, o epicentro da maior crise mundial da história está no vazio que separa as duas orelhas de grande parte da humanidade.

O Serrano

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Dia 1 de Abril de 2010, quinta-feira antes da Páscoa. Como reza a tradição e sem que ninguém de bom senso perceba a razão, mais uma vez foi oferecida uma tolerância de ponto de tarde aos funcionários públicos pelo governo. Até aqui tudo bem!

Dia 5 de Abril de 2010, segunda-feira após a Páscoa. A minha mulher é obrigada a ficar em casa e gastar um dia de férias porque a empresa onde trabalha fecha por imposição do patrão. Eu faço o esforço de entrar mais cedo ao serviço para poder adiantar o meu trabalho e solicitar que me seja dada a tarde de férias na minha empresa (mas férias mesmo, daquelas que descontam ao saldo que temos para usufruir…)

Às 14:30 da tarde encontra-se na vila de Arouca um casal como muitos outros ainda mais por ser dia de Feira quinzenal. Como muitas outras pessoas, quer aproveitar este dia de férias semi-impostas para resolver questões importantes que só podem ser resolvidas em dias úteis e em horários ainda mais úteis porque os serviços fecham… sei lá… a meio da tarde!

No nosso caso, dirigimo-nos à repartição de finanças onde um aviso na porta sublinha a fluorescente um despacho no Diário da nossa bela República que decreta tolerância de ponto para a tal quinta-feira antes da Páscoa. Entramos e apercebemo-nos facilmente que vários funcionários devem estar de férias mas mesmo assim o serviço foi garantido e apesar de ser o tal “dia de feira” até não demorou muito a nossa visita.

De seguida, pela bela avenida ao longo do parque e do convento, gozando o sol que se fazia sentir, fomos caminhando em direcção à nossa majestosa Câmara Municipal ao cimo da avenida. Chegados lá deparamo-nos com as portas fechadas, ninguém ao serviço e sem tão pouco o nosso conhecido despacho afixado na porta ou qualquer outra explicação. Em pleno dia útil!!! As portas da câmara municipal estão fechadas e não é adiantada absolutamente nenhuma explicação ou aviso! Após algumas conversas, diversas pessoas me disseram que eu já devia saber que num dia destes estaria fechada a câmara. Aparentemente agora a estúpida repetição de algo tem força de lei! Se amanhã alguém morrer nas urgências do hospital à espera da sua vez também ninguém é culpado porque o doente quando para lá foi já sabia que aquilo é demorado!

Sei que por vezes as tolerâncias de ponto são à escolha, ou o dia antes ou depois das festas, não sei se este era um desses casos, admito que seja, assim como admito que quem tem tolerância de ponto uma tarde ou uma manhã possa preferir ficar em casa todo o dia lançando férias o tempo restante. O que não entendo é como é possível que pelo menos os serviços de atendimento ao munícipe não estejam abertos ainda por cima num dia de feira. Será assim tão difícil negociar com os funcionários uma forma de manter as portas abertas nos dias úteis fazendo uma escala que possibilite o gozo alternado das tolerâncias de ponto e férias?

Esperamos à meses por uma declaração da câmara que demora 5 minutos a fazer por qualquer funcionário competente. Ontem ao depararmo-nos com as portas fechadas, percebemos porque razão a espera é longa…

Eu não percebo nada disto porque sou Serrano e estou habituado a comer e calar, mas isto não é serviço ao munícipe! Isto é servir os interesses dos funcionários e o comodismo das chefias que não querem impor regras para o gozo destas folgas de forma ordenada, razoável e orientada ao serviço ao munícipe. Para as chefias tenho um conselho de quem sabe do que está a falar: Não querem chatices? Não fossem para chefes!

Começando nas chefias, passando pelos vareadores, membros da assembleia municipal e presidente de câmara, é ABSOLUTAMENTE inaceitável o que se passou.

O Serrano

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