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O Bom

Comunicação aos meus credores

10 de Dezembro de 2011

em BMS News,O Bom

Informo que a partir de hoje não pagarei as minhas dívidas.

Em caso de dívida, é favor não me enviarem cartas a solicitar o pagamento porque isso é coisa de crianças e eu não tenho de aturar as vossas infantilidades. A partir de hoje devem remeter as cartas para a minha gestora de conta que fará aquilo que se deve fazer – gerir a dívida.

Se cada um for capaz de se comportar como um adulto e gerir a sua dívida devidamente, não haverá falta de dinheiro nem crise que nos afecte.

Afinal de contas, não pode ser assim tão difícil gerir dívidas e nunca as pagar. Se pensarem bem, é o que fazemos aos nossos pais. Pedimos, pedimos e pedimos -  recebemos, recebemos e recebemos e nunca pagamos tudo o que nos dão. O que vamos fazendo é ir gerindo a dívida…

O Bom

 

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Porque realmente este senhor apresenta uma rica prosa, não posso deixar de divulgar aqui o seguinte texto:

Quando se trata de taxar grandes fortunas os analistas tornam-se filosóficos: mas o que é um rico?, perguntam.

O recente debate sobre política fiscal é tão interessante quanto intrincado. Pergunta-se: quem tem mais deve contribuir mais? Eis um daqueles dilemas de solução impossível. Tirando o sentido de justiça e o mais elementar bom senso, não há nada que nos ajude a tomar uma posição definitiva. Devem os ricos pagar mais impostos do que os outros? É uma questão complexa. Arrebanhar metade do 13.º mês acima do salário mínimo é incontroverso, mas quando se trata de taxar grandes fortunas os analistas tornam-se filosóficos: mas o que é um rico?, perguntam. Parece tratar-se de um conceito vago e populista, comentam, com admirável prudência intelectual. Fazia falta um destes analistas no versículo 24 do capítulo 19 do Evangelho segundo São Mateus. Quando Jesus dissesse que é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus, o analista havia de contrapor: “Mas, Senhor, o que raio é um rico? Abstende-vos de usar conceitos vagos e populistas.” No entanto, Jesus Cristo, talvez por ser filho de quem é, pode dizer o que lhe apetece sem ser acusado de demagogia. Uma sorte que Jerónimo de Sousa não tem.

Na verdade, os analistas têm razão. A riqueza é um conceito vago. Tão vago que o homem mais rico de Portugal conseguiu dizer esta semana que não era rico. Ora, se o homem mais rico de Portugal não é rico, isso significa que em Portugal não há ricos, o que inviabiliza a criação de um imposto especial para eles. É impossível taxar quem não existe, como a direção-geral de impostos bem sabe – até porque já tentou.

Toda a gente conhece aquele poema do António Gedeão sobre Filipe II: o rei era riquíssimo (passe a imprecisão e o populismo) e tinha tudo. Ouro, prata, pedras preciosas. O que ele não tinha, diz o último verso, era um fecho éclair. Américo Amorim tem tudo, incluindo um fecho éclair. Talvez não tenha vergonha, mas também vem a calhar: nem criando um imposto sobre a vergonha o apanham.

Américo Amorim constitui, por isso, um mistério tanto para a fiscalidade como para a teologia. Sendo o homem mais rico de Portugal, talvez não entre no reino de Deus. No entanto, na qualidade de pobre de espírito, tem entrada garantida.

O Bom

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Adivinha

8 de Julho de 2011

em O Bom

Quem disse a 14 de Julho de 2010, o seguinte : “Não vale a pena recriminar as agências de rating, o que nós devemos fazer é o nosso trabalho para depender cada vez menos das necessidades de financiamento externo” ?

E a 8 de Julho de 2011 que : “Não há justificação para corte de rating” e ainda que “congratula-se com a condenação da atitude da agência de notação financeira Moody’s por parte da União Europeia, de instituições europeias e internacionais e de vários governos europeus”, e que “as questões em torno da avaliação do risco e da notação financeira dos Estados-Membros da União Europeia devem merecer uma resposta europeia”.

Pista: Foi alguém com doença bipolar…

O Serrano

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Ou este senhor estava maluco da cabeça ou afinal já andamos a falar da “crise” à mais de uma década. Voltamos ao mesmo, os anos passam e as dificuldades são as mesmas. Cada geração que se segue é vista como pior do que a anterior pelos mais velhos. Cada jovem que procura emprego acha que os mais velhos é que tiveram sorte. Cada idoso que se vê doente e frágil afirma que antigamente é que era bom.
Andamos todos sempre à procura de uma desculpa ou de uma justificação para as nossas dificuldades ou desaires. A vida é mesmo assim, nem é nem nunca foi fácil. Quando esta música foi editada, estava eu a meio da minha licenciatura. Que mundo negro me esperava. Crise, desemprego e dívidas. É a vida. E é muito melhor do que a que os meus pais e avós tiveram… Que bela é a vida!

Esta música faz parte do álbum desprezado do Abrunhosa denominado “Silêncio”. Um bom álbum Rock produzido e gravado nos EUA e que marcou uma viragem com a receita fácil de sucesso dos dois álbuns anteriores. Graças a isso, foi ignorado pelo público que procurava mais um disco de baladas óbvias e orelhudas que se cantam ao ouvido das miúdas. Foi um exemplo de desalinhamento entre a vontade do artista e a expectativa do público. Não deixa de ser um bom álbum Rock cantado em português.

“O que vai ser de mim” por Pedro Abrunhosa

Prometeram-me um futuro
E eu sem querer acreditei
Comprar a vida sem juros
Ser dono do Cristo-Rei
Vou usar jeans e gravata
E um Ferrari amarelo
Um dia vou ser político
Ou talvez super-modelo

A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal

E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?

Hoje vi mais um concurso
De estrelas de rock´n roll
De certezas e proezas
Sexo, droga e futebol
À noite na discoteca
Os shots falam verdade
Afinal para que serviram
Dez anos de Faculdade

A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal

E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?

Dez milhões de sonhadores
E ninguém fala dos seus
Todos têm telemóvel
Com rede directa a Deus
Olho os outros no shopping
E vejo-me a mim também
Sem saber que o conformismo
É sempre o poder de alguém

A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!

E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?

O Bom

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Interessante. Cada vez mais cansado do “bota abaixo”.

Temos um governo irresponsável e um Presidente da República que é o pior de todos os “bota abaixo”. Como é que é possível que nem o Presidente, nem os conselheiros tenham a mínima noção do que é preciso para transmitir força e coragem às pessoas. Este Presidente como líder de pessoas e orientador de quem precisa de ajuda é uma nulidade. Consegue fazer um discurso inteiro a dizer que estamos tramados e que se não fizermos tudo o que tem de ser feito iremos ficar muito pior. Em nenhum momento na sua mensagem diz que se fizermos as coisas bem, ficaremos muito melhor! Em momento algum foi capaz de dar esperança a quem está com dificuldades. A única coisa que repete até ao enjoo é que “eu já tinha avisado”! Vai-te catar mais os teus avisos! Isso é como aqueles pais que vêm o filho cortar-se com uma faca e dizem: “eu avisei-te! Não fiz nada para te impedir de cortar, mas avisei!”. O destino dos portugueses após aquela comunicação foi o copo de tinto mais próximo.

É lamentável, mas do ponto de vista de inteligência emocional, capacidade de mobilização e liderança de um povo, nós não temos um presidente, temos um calhau em granito: chato, frio e deprimente!

O Scolari em frente aquele microfone fazia os portugueses acreditar que o que aí vinha até seria bom no final.

Querem entender as sondagens que já apontam para empate técnico? É fácil, o Sócrates é um aldrabão que transmite esperança, motivação e energia aos portugueses. Os outros transmitem austeridade, paternalismo pelos infelizes dos portugueses e “bota abaixo” por tudo o que os outros fazem. Uma coisa não implica a outra! Alguém tem de explicar que é possível, trabalhar, lutar, enfrentar as dificuldades com esperança, alegria e porque não, pensamento positivo.

Este país não é pobre, é deprimente!

P.S. Neste preciso momento na televisão, estava em directo do Afeganistão um soldado português a falar. Quando lhe pediram para enviar uma mensagem para os familiares em Portugal ele disse algo do género: “Aproveitem a vida e tenham força para recuperar da crise. Eu estou mortinho para ir para aí. Onde há liberdade, segurança, saúde, escolas e acima de tudo PAZ”
É engraçado como rapidamente nos esquecemos da desgraça dos outros perante os nossos próprios ridículos problemas.

O Bom

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Da autoria de Hélder Fernandes, correspondente da TSF na Finlândia.

Encontrei por bem contar aqui os pormenores de uma história que, por muito que pareça pertencer ao passado, tão facilmente nos lembra a todos das travessuras partidas de que a História é capaz de pregar. E por muito incompreensível que possa parecer, as travessuras e partidas que a História às vezes prega, surpreendem em especial aqueles com a memória mais curta.O local foi Lisboa, e o ano, 1940, mais concretamente o trigésimo nono dia após o final da primeira e heróica guerra combatida pelo perseverante povo Finlandês contra a tentativa estrangeira de apagar a vossa pequena nação do mapa dos países livres e independentes da Europa. A Guerra do Inverno na qual a Finlândia contrariamente ao que todos julgavam poder ser possível derrotou o bolchevismo o imperialismo Russo, teve na altura um impacto muito maior do que o que julga hoje a maior parte dos finlandeses.Os gritos de sofrimento e os horrores da primeira guerra Russo-Finlandesa e os terríveis sacrifícios impostos ao vosso pequeno país, comoveu e tocou o coração do povo Português no outro longínquo canto deste velho continente chamado Europa. Talvez fosse por causa de um sentimento de irmandade, ou mesmo de identificação com os sacrifícios para que uma outra nação pequena e periférica acabava de ser atirada…mas a ânsia de ajudar a Finlândia rapidamente emergiu entre os Portugueses, tão orgulhosos que são hoje quanto orgulhosos eram então dos valores da independência e da nacionalidade. A nação europeia com as fronteiras mais estáveis e com a paz mais duradoura de todas, não podia permitir-se, e não permitiu, permanecer no conforto da passividade de nada fazer relativamente ao destino para o qual a Finlândia tinha sido atirada,confrontada que esta estava com o perigo iminente de se tornar em apenas mais uma província Estalinista.Portugal era na altura um país encruzilhado, submergido em pobreza e constrangido por uma ditadura cruel e fascista. Os Portugueses eram nesses tempos quase todos invariavelmente pobres,analfabetos, oprimidos e infelizes, mas também trabalhadores, honestos, orgulhosos, unidos e cheios de compaixão, mobilizados em solidariedade para oferecerem o que de mais pequenino conseguiram repescar para ajudarem o necessitado e desesperado povo Finlandês.Em cidades e vilas e aldeias de Portugal, agricultores, operários e estudantes, pais e mães, que aos milhões talvez possuíssem não mais do que apenas 3 mudas de roupa, ofereceram os para si mais modestos e preciosos bens que, mal grado a penúria, conseguiram prescrever como dispensáveis:cobertores, casacos, sapatos e casacões, e para os mais felizardos sacos de trigo e quilos de arroz cultivados à mão nas lezírias e terras baixas dos rios portugueses. As ofertas foram recolhidas por escolas e igrejas do norte e do sul, e embarcadas para Helsínquia com a autorização prévia da Alemanha Nazi e Aliados. Num extraordinário gesto de gratidão, o Sr. George Winekelmann, que era o então representante diplomático da Finlândia em Lisboa e Madrid, publicou um apontamento na primeira página do prestigioso jornal “Diário de Noticias” para agradecer ao povo Português a ajuda e assistência prestadas à Finlândia no mais difícil de todos os inconsoláveis tempos.O bem-haja a Portugal foi publicado no vigésimo primeiro dia de Abril de 1940, há quase exactamente 70 anos neste dia presente que corre, e descreve que “Na impossibilidade de responder directamente a cada um dos inumeráveis testemunhos de simpatia e de solidariedade que tive a felicidade de receber nestes últimos meses, e que constituíram imensa consolação e reconforto moral e material para o meu país, que foi objecto de tão dolorosas provações, dirijo-me à Nação Portuguesa, para lhe apresentar os meus profundos e comovidos agradecimentos. Nunca o povo finlandês esquecerá a nobreza de tal atitude. Estou certo de que os laços entre Portugal e Finlândia se tornaram mais estreitos e que sobreviverão ao cataclismo do qual foi o meu país inocente vítima, contribuindo assim para atenuar as consequências de tão injustificada agressão”.Em virtude de um outro esforço de ajuda à Finlândia organizado por estudantes Portugueses, o Sr.George Winekelmann mais uma vez voltou à primeira página do mesmo jornal para, numa nota escrita no dia 16 de Julho de 1940, expressar o seu imenso agradecimento: “O Sr. GeorgeWineckelmann, ministro da Finlândia, esteve ontem no Ministério da Educação Nacional (…) a agradecer o interesse que lhe mereceram as crianças do seu país por ocasião do conflito com a Rússia (…) e o seu reconhecimento pela importante dádiva com que os estudantes portugueses socorreram os pequeninos da Finlândia”.Por irónico que seja, o nacionalismo e as formas pelas quais alguns Europeus escolhem para o expressar nos dias presentes, estão em completo contraste com o valor do conceito de Nação expresso há 70 anos por um país bem mais velho, e por um povo bem menos rico e bem mais analfabeto, quando confrontado com a luta pela sobrevivência de uma nação-irmã, que é bem mais rica, bem mais instruída e….bem mais jovem.Todos devemos ao passado a honra de não esquecer os feitos e triunfos daqueles que já não vivem.O conceito de verdadeiro nacionalismo não pode jamais ficar dissociado do dever de honrarmos o passado. Ao cabo de 870 anos de História, por vezes com feitos tremendos e ainda maiores descobertas, um dos sucessos de Portugal como nação tem sido a capacidade de o seu povo unido e homogéneo, olhar serenamente de mãos dadas para lá do horizonte da sua terra, sem nunca ter métodos desafios desconhecidos dos sete mares em frente, sem nunca fechar a ninguém as portas hospitaleiras e da amizade, e sem nunca fugir dos contratempos que possam defrontar-se-lhe na senda do seu destino. Por mais irónico que seja, algo não parece bater certo quando a condição a que chegou a economia de um Estado de uma pequena nação, por maneira curiosa se torna talvez decisiva nas escolhas eleitorais tomadas por um povo de uma outra e ainda mais pequena nação, no outro canto tão longínquo da Europa. Por mais que merecida ou desejável que possa ser, a recusa de auxiliar e ajudar uma nação dorida e testada pelos ventos de um cataclismo financeiro não é provavelmente o passo mais sábio de países unidos por espírito e orgulhosos de honrarem os verdadeiros intrínsecos valores de solidariedade e mútua amizade, em especial quando atormentados por adversidade e ventanias de crise. Por mais corrupta que a sua elite se comporte, por mais desgovernado que o seu país ande, e por mais caloteiro que o seu Estado seja, os homens e mulheres comuns de Portugal, filhos e filhas e netos e netas daqueles que viviam há 70 anos atrás, sentem-se e são os reféns e vítimas inocentes de uma Guerra financeira que viram ser-lhes declarada contra os seus bolsos e carteiras, e que ameaça as suas honestas e modestas poupanças.Mas não obstante confrontados nos agora tempos de hoje, em aparente insolvência e nas mais sozinhas de todas as suas horas, com o desespero e adversidade, eu estou confiante e seguro de que os Portugueses de hoje, mães e pais, agricultores, trabalhadores, padres e estudantes, e até mesmo crianças, de lés a lés naquele país se elevariam da consciência, a fim de mostrar os seus mais sinceros e genuínos sentimentos de nacionalismo e humildade para ajudarem e confortarem Finlândia e o povo finlandês, se alguma outra vez cataclismo ou desastre batesse à porta da Finlândia e iluminasse a ideia obscura da extinção da heróica nação Finlandesa, tal como aconteceu há sete décadas passadas.Todos nós podemos aprender com as pequenas e genuínas lições dos tempos que lá vão.

O Bom

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Está tudo contra nós!!!

30 de Março de 2011

em O Bom

Por causa disto, Lula e Dilma abandonaram Portugal antes do encontro com José Sócrates e Cavaco Silva.

É mesmo azar pá! Então recebemos os gajos com tudo do melhor, gastamos o que não temos para os alojar, pagamos almoços e jantares e ainda oferecemos um barrete muito bonito ao Lulinha que deve ter custado uma fortuna. Por incrível que pareça, precisamente quando íamos pedir dinheiro emprestado aos gajos… zás… eles piram-se!

Isto foi como convidarmos aqueles tios velhotes, solteirões e forretas para jantar cá em casa e depois do jantar servido e da despesa feita eles terem de sair a correr com uma qualquer dor de barriga mesmo mesmo antes de lhes pedir-mos dinheiro emprestado. É muito azar!

Como solução alternativa, proponho que o tio Sócrates vá à Alemanha engatar a Merkel. A mulher está tolinha por ele. O homem está divorciado e desempregado, ou se mete no álcool ou encontra um grande amor. E este amor bem que podia dar jeito a Portugal…

Adio, Adieu, Auf Wiedersehen, Goodbye
Amore, Amour, Meine Liebe, Love Of My Life

Se o nosso amor findar, só me ouvirás cantar:

Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras,
Muro em Berlim. É um mar, é um rio, é uma fonte
que nasce dentro de mim.

É o grito do meu Universo, das estrelas para onde
Eu regresso, onde sempre esta música paira no ar.

Este amor é um pássaro livre voando num céu azul que
Compõs a mais bela canção deste mundo, de Norte a Sul.

E as palavras que uso em refrão, fazem parte da mesma
Canção que ecoa nas galáxias da minha ilusão.

Adio, Adieu, Auf Wiedersehen, Goodbye. Um grande amor.
Amore, Amour, Meine Liebe, Love Of My Life

Adio, Adieu, Auf Wiedersehen
Adio, Adieu, Auf Wiedersehen
Amore, Amour, Meine Liebe, Love Of My Life

O Mau

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No Blog Assobio Rebelde” da autoria de Maria dos Anjos, foi publicado o texto que de seguida transcrevo e que erradamente tem circulado pela internet atribuído (arbitrariamente por quem não sabia e não tem nada melhor para fazer…) a outros autores mais ou menos conhecidos do público.

Sem mais comentários, deixo o texto que, na minha opinião, não explica tudo mas resume muito bem alguns dos argumentos que aparecem na discussão do post anterior.

Geração à Rasca – A Nossa Culpa

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem  Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde  uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a  informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem  são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.

O Bom

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Á rasca? Vão á casa de banho.

26 de Fevereiro de 2011

em O Bom

Editorial do Destak da Isabel Stilwell:

“Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar». Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.

Já que aprender, e aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida.

Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.

É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.

Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos económico com que as empresas se debatem e de leis de trabalho que se viraram contra os trabalhadores.

Empolgados com o novo ‘hino’, agora propõem manifestar-se na rua, com o propósito de ‘dizer basta’. Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.”

Esta história de esta geração se rever nesta musica dos Deolinda ( que na minha opinião, muito gosto, mas deviam deixar a musica de intervenção para os Homens da Luta), leva-me a achar que ou eu estou errado, ou na geração errada.
Senão vejamos, a letra da musica:

Música e letra: Pedro da Silva Martins

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Na minha juventude ( fim de faculdade):
Eu tive sorte em poder estagiar;
Vivi em casa dos meus pais até aos 29 anos ( que remédio);
Não tinha carro para pagar, porque nem tinha dinheiro para o comprar;
Sou escravo e precisei de estudar.

O que mudou nestes 20 anos?
Se esta é a geração á rasca, a minha foi a geração f***a!
Estudem…

O mau
Postscript: Eu quero é discussão sobre este tema , pode ser?

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Perry Blake ao vivo

10 de Fevereiro de 2011

em BMS News,O Bom

Quando? 04-02-2010 (já foi…)

Onde? São João da Madeira (mesmo aqui ao lado…)

Fazer o quê? Ver um espectáculo ao vivo de um dos songwriters mais relaxantes do panorama musical.

Bem analisado o evento, não foi bem um espectáculo, foi mais uma conversa descontraída intervalada por fantásticas melodias sussurradas aos nossos ouvidos. A música convidava a relaxar e a que nos afundássemos nas confortáveis cadeiras e temperatura do auditório dos Paços da Cultura. Foi isso mesmo que aconteceu e o ambiente era de tal forma intimista que se o Perry Blake não tivesse cuidado a destraçar a perna ainda acertava no nariz de quem estava na primeira fila.

Blake que já contou com a colaboração de Dickon Hinchliffe dos incontornáveis Tindersticks e cujas grandes referências são artistas do calibre de Leonard Cohen, David Sylvian, Scott Walker e Nick Drake, aparece sempre de forma discreta e despretensiosa nas digressões.

Faz-se acompanhar por dois músicos, um no baixo e ocasionalmente guitarra e outro ao piano. Blake opta por não tocar e dedica-se exclusivamente a cantar sentado os temas ainda mais melancólicos do que os originais.

Tal como afirmou antes do início de um dos grandes hinos da carreira – Ordinary Day: “Esta é uma das músicas mais alegres do meu reportório, e como é óbvio nós conseguimos torna-la miserável ao vivo”

As músicas foram caindo umas atrás das outras, sendo intercaladas por comentários de stand up comedy para a qual o cantor revela bastante habilidade.

Que dizer de momentos como Song For Someone? “… this is the song for no one, I have ever known, and I don’t need these old photographs, to tell me that I’m alone, this song is for someone, …”.
Ou uma Pretty Love Songs, do álbum California«…And we know they lie, but we’ll always try to, Sing pretty love songs…».

Pouco há a dizer sobre este senhor, capaz de nos fazer sentir algo de inexplicável, com uma receptividade em Portugal fora do normal, talvez comparável a outro artista marginal como Jay-Jay Johanson.

Foi um daqueles concertos em que não apetece dizer que foi espectacular, nem fabuloso, nem genial. Sai-se do concerto com a alma lavada, o coração aveludado e o estômago quentinho. Apetece sim, dizer que foi sublime. É este o melhor adjectivo para a voz e a música de Perry Blake.

Um serão bem passado, um preço acessível e mesmo aqui ao lado de Arouca. Que sorte que eu tenho por ter gostos musicais “duvidosos”… se eu apreciasse artistas como Shakira ou The Scripts como aprecio Perry Blake, tinha de ir para Lisboa pagar dezenas de Euros para estar a 40 metros do palco a “tentar” ver o concerto. Que sorte a minha :)

P.S.: O fatinho de veludo de Perry Blake (com o devido colete), confere um look angelical que se complementava com o foco de luz atrás da cabeça que aparentemente lhe estava a “derreter” o cérebro. Este foco de luz repartiu o protagonismo do concerto com o próprio artista.

O Bom

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