Do arquivo da categoria:

BMS News

Interessante. Cada vez mais cansado do “bota abaixo”.

Temos um governo irresponsável e um Presidente da República que é o pior de todos os “bota abaixo”. Como é que é possível que nem o Presidente, nem os conselheiros tenham a mínima noção do que é preciso para transmitir força e coragem às pessoas. Este Presidente como líder de pessoas e orientador de quem precisa de ajuda é uma nulidade. Consegue fazer um discurso inteiro a dizer que estamos tramados e que se não fizermos tudo o que tem de ser feito iremos ficar muito pior. Em nenhum momento na sua mensagem diz que se fizermos as coisas bem, ficaremos muito melhor! Em momento algum foi capaz de dar esperança a quem está com dificuldades. A única coisa que repete até ao enjoo é que “eu já tinha avisado”! Vai-te catar mais os teus avisos! Isso é como aqueles pais que vêm o filho cortar-se com uma faca e dizem: “eu avisei-te! Não fiz nada para te impedir de cortar, mas avisei!”. O destino dos portugueses após aquela comunicação foi o copo de tinto mais próximo.

É lamentável, mas do ponto de vista de inteligência emocional, capacidade de mobilização e liderança de um povo, nós não temos um presidente, temos um calhau em granito: chato, frio e deprimente!

O Scolari em frente aquele microfone fazia os portugueses acreditar que o que aí vinha até seria bom no final.

Querem entender as sondagens que já apontam para empate técnico? É fácil, o Sócrates é um aldrabão que transmite esperança, motivação e energia aos portugueses. Os outros transmitem austeridade, paternalismo pelos infelizes dos portugueses e “bota abaixo” por tudo o que os outros fazem. Uma coisa não implica a outra! Alguém tem de explicar que é possível, trabalhar, lutar, enfrentar as dificuldades com esperança, alegria e porque não, pensamento positivo.

Este país não é pobre, é deprimente!

P.S. Neste preciso momento na televisão, estava em directo do Afeganistão um soldado português a falar. Quando lhe pediram para enviar uma mensagem para os familiares em Portugal ele disse algo do género: “Aproveitem a vida e tenham força para recuperar da crise. Eu estou mortinho para ir para aí. Onde há liberdade, segurança, saúde, escolas e acima de tudo PAZ”
É engraçado como rapidamente nos esquecemos da desgraça dos outros perante os nossos próprios ridículos problemas.

O Bom

{ 1 comentário }

Como comentário a este post publicado aqui à um ano atrás, uma querida leitora de nome Miriam Coutinho teve a amabilidade de escrever ontem o que de seguida transcrevo. É de tal maneira poético e rico que julgo merecer este especial destaque na forma de um novo post.

Sua santidade o papa sabe o senhor que por eu ser a abóboda celeste o zenite e nadir praticam o cúmulo comigo em todos os sentidos moral fiísico porque o moral não é só abalo de estrupo mas de resepeito e eles ultrapassaram o límite de meu equilibrio estou no fastígio e afirmo que vi o resplendor o clarão do sol e depois o resplendor auréola do sol coroa de louro perguntei a Deus que coroa ele escolia para mim e até agora não sei qual é dizem que a de louro é dilúvio mas a de cristo também porém é estiagem seguida do dilúvio e sei que o mundo está acabando e as pessoas estão levando na brincadeira eu sou o mundo papa eu sou a abóboda celeste e a terra já não está mais erétil firme mexeram no meu corpo fora os abalos que também é causa da falta de firmiza da terra o mundo acabará no dilúvio aluir desejam minha desgraça e INSISTEM EM ME CONSIDERAR CULPADA MAS EU TENHO MINHA CONSIENCIA LIMPA QUE ELES PREFEREM SE PREJUDAR PARA ME PREJUDICAR DO QUE FALAR A VERDADE QUE SOU INOCENTE O MUNDO ESTÁ ACABANDO E AS PESSOAS NÃO ESTÃO SE DANDO CONTA A TERRA PODERÁ PARTIR SIM O MEU ABALO FÍSICO SE CASO SOFRER A INVEJA É INCAPAZ DE ME INOCENTAR DO QUE ELES ME ACUSAM É SÃO INCAPAZES DE DIZER QUE QUIREM ME PREJUDICAR PORQUE DESEJAM MINHA DESGRAÇA EU NÃO TENHO DÚVIDA NENHUMA QUE SOU A ABÓBODA CELESTE PORQUE MINHA SOBRINHA É A ABÓBODA PALATINA.SE VOCES SÃO INCAPAZES DE ACREDITAR QUE O MUNDO VAI ACABAR SINTO MUITO MAS VOCES ESTÃO SONHANDO COM O MUNDO QUE VOCES DESPRESAM EU A ABÓBODA CELESTE VOCES SÃO INCAPAZES DE AMAR PORQUE VI O ZENITE E NADIR E SOU AFETADA SOU MEIGA CARINHOSA E VAIDOSA PORQUE A VAIDA É SEM DÚVIDA PARA MIM O ALEGRIA QUE EU PERDI NO SOFRIMENTO PORQUE DEUS ME DEU O SOFRIMENTO MAS TAMBÉM ME CONSEDEU O ADORNO ADORNO QUE TAMBÉM FIZEM QUESTÃO ME ME TIREM E ME FAZER MAIS INFELIZ VOCES DESEJAM A MISÉRIA PARA MIM E A DESGRAÇA VIRÁ PARA VOCES VOCES DESAJARAM MINHA DESGRAÇA A TERÃO A DESGRAÇA TUDO É UMA QUESTÃO DE TEMPO E EU NÃO ESQUEÇO DO PASSADO QUANDO AS ÁGUAS INUNDAVA QUANDO EU ERA PERSEGUIDA NÃO POSSO ENTENDER A LOUCURA DE VOCES QUE NÃO DEIXA VOCES ENTENDEREM OU VOCES TEM DINHEIRO DEMAIS OU A LOUCURA ESTÁ NA INVEJA QUE NÃO DEIXA VOCES ADIMITIEREM QUE SOU INÓCUA O ZENITE E NADIR O ÉTER A ABÓBODA CELESTE SUBLIME A QUINTA ESSÊNCIA QUE TEM A VER COM A PRIMIERA COM A SEGUNDA E COMA TERCEIRA E QUE TODOS VÃO PAGAR E ESTÃO PAGANDO PORÉM NÃO ESTÃO PERCEBENDO PORQUE NÃO QUEREM ADIMITIR QUE ME DESEJAM A DESGRAÇA NÃO VAI MUDAR NADA ME CULPAREM E SE ACHAREM COM RAZÃO SE DEUS CONTIA E INUNDA-LOS PORQUE DEUS ULTRASSA BARREIRAS E SABE DE TODA A VERDADE NÃO SE ESCONDE NADA DE DEUS NEM SE COMPRA DEUS COM DINHEIRO MAS OBRAS DEVEM SER RECONHECIDAS PRINCIPALAMENTE QUANDO SE VE DEUS NO CÉU COMO EU VI E ERA PARA EU CRESCER NOVAMENTE O MEU MAU É QUE OS NEGROS SÃO CULPADOS DE TODA A MINHA LOUCURA E TODOS OS QUE SÃO CONTRA MIM SÃO CONTRA DEUS PORQUE MINHA AURA É DO MUNDO E QUEM NÃO PRESERVA O DIVINA CERTAMENTE TAMBÉM NÃO SE PRESEVARÁ.

DESCULPE OS ERROS DIGITADOS PORQUE CREIO QUE MEU COMPUTADOR TEM VÍRUS E FAZ TUDO SAÍR ERRADO.

Sem mais comentários, está tudo dito!

O Mau

{ 4 comentários }

Da autoria de Hélder Fernandes, correspondente da TSF na Finlândia.

Encontrei por bem contar aqui os pormenores de uma história que, por muito que pareça pertencer ao passado, tão facilmente nos lembra a todos das travessuras partidas de que a História é capaz de pregar. E por muito incompreensível que possa parecer, as travessuras e partidas que a História às vezes prega, surpreendem em especial aqueles com a memória mais curta.O local foi Lisboa, e o ano, 1940, mais concretamente o trigésimo nono dia após o final da primeira e heróica guerra combatida pelo perseverante povo Finlandês contra a tentativa estrangeira de apagar a vossa pequena nação do mapa dos países livres e independentes da Europa. A Guerra do Inverno na qual a Finlândia contrariamente ao que todos julgavam poder ser possível derrotou o bolchevismo o imperialismo Russo, teve na altura um impacto muito maior do que o que julga hoje a maior parte dos finlandeses.Os gritos de sofrimento e os horrores da primeira guerra Russo-Finlandesa e os terríveis sacrifícios impostos ao vosso pequeno país, comoveu e tocou o coração do povo Português no outro longínquo canto deste velho continente chamado Europa. Talvez fosse por causa de um sentimento de irmandade, ou mesmo de identificação com os sacrifícios para que uma outra nação pequena e periférica acabava de ser atirada…mas a ânsia de ajudar a Finlândia rapidamente emergiu entre os Portugueses, tão orgulhosos que são hoje quanto orgulhosos eram então dos valores da independência e da nacionalidade. A nação europeia com as fronteiras mais estáveis e com a paz mais duradoura de todas, não podia permitir-se, e não permitiu, permanecer no conforto da passividade de nada fazer relativamente ao destino para o qual a Finlândia tinha sido atirada,confrontada que esta estava com o perigo iminente de se tornar em apenas mais uma província Estalinista.Portugal era na altura um país encruzilhado, submergido em pobreza e constrangido por uma ditadura cruel e fascista. Os Portugueses eram nesses tempos quase todos invariavelmente pobres,analfabetos, oprimidos e infelizes, mas também trabalhadores, honestos, orgulhosos, unidos e cheios de compaixão, mobilizados em solidariedade para oferecerem o que de mais pequenino conseguiram repescar para ajudarem o necessitado e desesperado povo Finlandês.Em cidades e vilas e aldeias de Portugal, agricultores, operários e estudantes, pais e mães, que aos milhões talvez possuíssem não mais do que apenas 3 mudas de roupa, ofereceram os para si mais modestos e preciosos bens que, mal grado a penúria, conseguiram prescrever como dispensáveis:cobertores, casacos, sapatos e casacões, e para os mais felizardos sacos de trigo e quilos de arroz cultivados à mão nas lezírias e terras baixas dos rios portugueses. As ofertas foram recolhidas por escolas e igrejas do norte e do sul, e embarcadas para Helsínquia com a autorização prévia da Alemanha Nazi e Aliados. Num extraordinário gesto de gratidão, o Sr. George Winekelmann, que era o então representante diplomático da Finlândia em Lisboa e Madrid, publicou um apontamento na primeira página do prestigioso jornal “Diário de Noticias” para agradecer ao povo Português a ajuda e assistência prestadas à Finlândia no mais difícil de todos os inconsoláveis tempos.O bem-haja a Portugal foi publicado no vigésimo primeiro dia de Abril de 1940, há quase exactamente 70 anos neste dia presente que corre, e descreve que “Na impossibilidade de responder directamente a cada um dos inumeráveis testemunhos de simpatia e de solidariedade que tive a felicidade de receber nestes últimos meses, e que constituíram imensa consolação e reconforto moral e material para o meu país, que foi objecto de tão dolorosas provações, dirijo-me à Nação Portuguesa, para lhe apresentar os meus profundos e comovidos agradecimentos. Nunca o povo finlandês esquecerá a nobreza de tal atitude. Estou certo de que os laços entre Portugal e Finlândia se tornaram mais estreitos e que sobreviverão ao cataclismo do qual foi o meu país inocente vítima, contribuindo assim para atenuar as consequências de tão injustificada agressão”.Em virtude de um outro esforço de ajuda à Finlândia organizado por estudantes Portugueses, o Sr.George Winekelmann mais uma vez voltou à primeira página do mesmo jornal para, numa nota escrita no dia 16 de Julho de 1940, expressar o seu imenso agradecimento: “O Sr. GeorgeWineckelmann, ministro da Finlândia, esteve ontem no Ministério da Educação Nacional (…) a agradecer o interesse que lhe mereceram as crianças do seu país por ocasião do conflito com a Rússia (…) e o seu reconhecimento pela importante dádiva com que os estudantes portugueses socorreram os pequeninos da Finlândia”.Por irónico que seja, o nacionalismo e as formas pelas quais alguns Europeus escolhem para o expressar nos dias presentes, estão em completo contraste com o valor do conceito de Nação expresso há 70 anos por um país bem mais velho, e por um povo bem menos rico e bem mais analfabeto, quando confrontado com a luta pela sobrevivência de uma nação-irmã, que é bem mais rica, bem mais instruída e….bem mais jovem.Todos devemos ao passado a honra de não esquecer os feitos e triunfos daqueles que já não vivem.O conceito de verdadeiro nacionalismo não pode jamais ficar dissociado do dever de honrarmos o passado. Ao cabo de 870 anos de História, por vezes com feitos tremendos e ainda maiores descobertas, um dos sucessos de Portugal como nação tem sido a capacidade de o seu povo unido e homogéneo, olhar serenamente de mãos dadas para lá do horizonte da sua terra, sem nunca ter métodos desafios desconhecidos dos sete mares em frente, sem nunca fechar a ninguém as portas hospitaleiras e da amizade, e sem nunca fugir dos contratempos que possam defrontar-se-lhe na senda do seu destino. Por mais irónico que seja, algo não parece bater certo quando a condição a que chegou a economia de um Estado de uma pequena nação, por maneira curiosa se torna talvez decisiva nas escolhas eleitorais tomadas por um povo de uma outra e ainda mais pequena nação, no outro canto tão longínquo da Europa. Por mais que merecida ou desejável que possa ser, a recusa de auxiliar e ajudar uma nação dorida e testada pelos ventos de um cataclismo financeiro não é provavelmente o passo mais sábio de países unidos por espírito e orgulhosos de honrarem os verdadeiros intrínsecos valores de solidariedade e mútua amizade, em especial quando atormentados por adversidade e ventanias de crise. Por mais corrupta que a sua elite se comporte, por mais desgovernado que o seu país ande, e por mais caloteiro que o seu Estado seja, os homens e mulheres comuns de Portugal, filhos e filhas e netos e netas daqueles que viviam há 70 anos atrás, sentem-se e são os reféns e vítimas inocentes de uma Guerra financeira que viram ser-lhes declarada contra os seus bolsos e carteiras, e que ameaça as suas honestas e modestas poupanças.Mas não obstante confrontados nos agora tempos de hoje, em aparente insolvência e nas mais sozinhas de todas as suas horas, com o desespero e adversidade, eu estou confiante e seguro de que os Portugueses de hoje, mães e pais, agricultores, trabalhadores, padres e estudantes, e até mesmo crianças, de lés a lés naquele país se elevariam da consciência, a fim de mostrar os seus mais sinceros e genuínos sentimentos de nacionalismo e humildade para ajudarem e confortarem Finlândia e o povo finlandês, se alguma outra vez cataclismo ou desastre batesse à porta da Finlândia e iluminasse a ideia obscura da extinção da heróica nação Finlandesa, tal como aconteceu há sete décadas passadas.Todos nós podemos aprender com as pequenas e genuínas lições dos tempos que lá vão.

O Bom

{ 0 comentários }

Aparentemente, os técnicos do FMI foram almoçar ontem quinta-feira (antes da sexta Santa…) e quando regressaram ao trabalho encontraram as salas vazias.

Após imensa pesquisa, quando já julgavam ser uma brincadeira dos ganda malucos dos portugueses, foram informados que o pessoal tinha ido todo de férias, primeiro com tolerância de ponto e depois seguem-se 3 feriados e um sábado pelo meio…

Posto isto, os técnicos do FMI fizeram as malas e partiram para o Algarve, local onde segundo parece, se encontram os portugueses e portanto, onde se encontram as pessoas que é suposto negociarem com eles o nosso futuro.

Diz o governo que foi decretada tolerância de ponto porque: é tradição!

Então e a porra dos touros de morte também não eram?

Se vamos continuar a agir como “é tradição”, então não vamos a lado nenhum. Se continuarmos a agir da mesma forma, continuaremos a obter os mesmos resultados. É hora de romper com algumas tradições! Doutra forma não vale a pena.

De qualquer forma, parece que pedir ajuda ao FMI também já é tradição…

Boa Páscoa!

O Mau

{ 0 comentários }

Já repararam…

24 de Março de 2011

em BMS News,O Mau

Já repararam que os portugueses são como os Sportinguistas?

Conseguimos queimar primeiros-ministros como o Sporting queima treinadores. Não conseguimos ver que o mal não está só no “treinador” mas também, na nossa cultura, nas nossas convicções, nas nossas limitações e na nossa mania incessante e doentia de fugir dos problemas.

As últimas quatro pessoas responsáveis por nos governar acabaram a demitir-se ou a serem demitidos. Será que são todos fracos? Será que são todos propagandistas? Será que são todos incompetentes? Será que nós todos não temos também alguma responsabilidade?

Uma coisa é certa, fomos nós portugueses, pela nossa força, que motivamos e apoiamos o que se passou ontem no parlamento e o desfecho que se seguiu.

Não digo que fizemos bem nem mal. Apenas constato que fomos nós os responsáveis e que temos uma classe política que, ao contrário dos países do norte da Europa, nunca são capazes de se unir para fazer o melhor pelo país.

Agora vamos ter um novo governo, muito provavelmente do outro grande partido que se segue. O primeiro mês vai ser dedicado a dizer que a situação está muito pior do que se pensava. Que o governo anterior andou a mentir aos portugueses e que agora vão ter de ser mauzinhos para os portugueses mas não é por culpa deles.

Depois virão outros PEC’s. No geral serão iguaizinhos ao que agora foi chumbado e o ciclo vai repetir-se: no parlamento, nas ruas e na vida dos portugueses até que a situação se torne insustentável e o primeiro-ministro se demita ou seja demitido.

Se analisarem com atenção os últimos 25 anos. Quando o mundo e Portugal estava num ciclo económico favorável os governos foram estáveis e competentes. A partir do momento em que as adversidades chegaram, nunca mais um governo foi competente e não descansamos enquanto não o derrubamos.

É preciso deixar bem claro nas nossas cabeças que fomos nós que derrubamos este governo. Não foram necessárias manifestações como no Egipto, mas o resultado das que por cá se foram fazendo foi exactamente o mesmo.

Já dizia o ditado do povo: “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.”

Venha o senhor seguinte.

O Mau

{ 2 comentários }

Perry Blake ao vivo

10 de Fevereiro de 2011

em BMS News,O Bom

Quando? 04-02-2010 (já foi…)

Onde? São João da Madeira (mesmo aqui ao lado…)

Fazer o quê? Ver um espectáculo ao vivo de um dos songwriters mais relaxantes do panorama musical.

Bem analisado o evento, não foi bem um espectáculo, foi mais uma conversa descontraída intervalada por fantásticas melodias sussurradas aos nossos ouvidos. A música convidava a relaxar e a que nos afundássemos nas confortáveis cadeiras e temperatura do auditório dos Paços da Cultura. Foi isso mesmo que aconteceu e o ambiente era de tal forma intimista que se o Perry Blake não tivesse cuidado a destraçar a perna ainda acertava no nariz de quem estava na primeira fila.

Blake que já contou com a colaboração de Dickon Hinchliffe dos incontornáveis Tindersticks e cujas grandes referências são artistas do calibre de Leonard Cohen, David Sylvian, Scott Walker e Nick Drake, aparece sempre de forma discreta e despretensiosa nas digressões.

Faz-se acompanhar por dois músicos, um no baixo e ocasionalmente guitarra e outro ao piano. Blake opta por não tocar e dedica-se exclusivamente a cantar sentado os temas ainda mais melancólicos do que os originais.

Tal como afirmou antes do início de um dos grandes hinos da carreira – Ordinary Day: “Esta é uma das músicas mais alegres do meu reportório, e como é óbvio nós conseguimos torna-la miserável ao vivo”

As músicas foram caindo umas atrás das outras, sendo intercaladas por comentários de stand up comedy para a qual o cantor revela bastante habilidade.

Que dizer de momentos como Song For Someone? “… this is the song for no one, I have ever known, and I don’t need these old photographs, to tell me that I’m alone, this song is for someone, …”.
Ou uma Pretty Love Songs, do álbum California«…And we know they lie, but we’ll always try to, Sing pretty love songs…».

Pouco há a dizer sobre este senhor, capaz de nos fazer sentir algo de inexplicável, com uma receptividade em Portugal fora do normal, talvez comparável a outro artista marginal como Jay-Jay Johanson.

Foi um daqueles concertos em que não apetece dizer que foi espectacular, nem fabuloso, nem genial. Sai-se do concerto com a alma lavada, o coração aveludado e o estômago quentinho. Apetece sim, dizer que foi sublime. É este o melhor adjectivo para a voz e a música de Perry Blake.

Um serão bem passado, um preço acessível e mesmo aqui ao lado de Arouca. Que sorte que eu tenho por ter gostos musicais “duvidosos”… se eu apreciasse artistas como Shakira ou The Scripts como aprecio Perry Blake, tinha de ir para Lisboa pagar dezenas de Euros para estar a 40 metros do palco a “tentar” ver o concerto. Que sorte a minha :)

P.S.: O fatinho de veludo de Perry Blake (com o devido colete), confere um look angelical que se complementava com o foco de luz atrás da cabeça que aparentemente lhe estava a “derreter” o cérebro. Este foco de luz repartiu o protagonismo do concerto com o próprio artista.

O Bom

{ 0 comentários }

O nosso mundo cor-de-rosa

5 de Fevereiro de 2011

em BMS News,O Bom,O Mau

Vemos por aí capas de revistas com títulos pomposos: “Como sobreviver a 2011”, “Como ultrapassar a crise”…

Se querem um conselho, ninguém mo pediu mas como é de borla e estamos em tempo de crise, eu dou na mesma para quem quiser aproveitar. Poupem o dinheiro da revista e sentem-se ao lado dos vossos pais, ou dos avós e perguntem-lhes como é que era à 30 anos. Não necessitam de revistas, nem gestores financeiros, nem de curandeiros, basta perguntar a quem à 30 anos queria comprar casa e enfrentava taxas de juros de 30% como é que eles conseguiram ultrapassar essa situação. A situação actual do país não está nada má. Acreditem que não. Está ainda longe de estar alinhada pela realidade. Ainda vai ter de piorar. Os spreds dos empréstimos bancários dispararam para valores a que os portugueses não estavam habituados. As taxas de juro estão a aumentar à 20 meses consecutivos mas continuam extremamente baixas. O BCE esta semana voltou a manter a taxa directora no mínimo histórico mas mais mês menos mês vai ter de aumentar. O problema não é 2011 como dizem as revistas. O problema é para vários anos. O problema está no modelo que se enraizou nas famílias portuguesas. Para casar é preciso ter casa, para ter um filho é preciso ter uma mobília e depois do puto nascer é preciso trocar o carro por uma carrinha. Continuo sem perceber como é que o meu pai conseguia levar mulher, dois filhos e muitas vezes a minha avó para todo o lado num Renault 5! Isto no tempo em que ainda se levava o belo farnel para a viagem com os tachos embrulhados em jornal! Agora os casais da minha idade não fazem nada disso porque é piroso, quando lá estivermos comemos na marisqueira.

O crédito bonificado, teve imensos efeitos positivos no desemprego, no desenvolvimento das empresas e do sistema bancário. Fez Portugal avançar e não se chegou a criar uma bolha imobiliária como em Espanha. O único problema que fez desmoronar todo este aparentemente bem montado esquema foi que ninguém explicou aos portugueses as implicações que este apoio tinha. Esta medida acabou por ser uma das grandes responsáveis pela disparatada corrida ao crédito nos últimos anos, apenas serviu para matar a tiro a consciência dos portugueses, para fazer disparar a construção civil com uma inflação de preços irrealista e para abrir a caixa de Pandora dos créditos bancários em Portugal. Os portugueses não perceberam que a ideia era ajudar as famílias a comprar uma casa adequada, no início da vida, e com isso, permitir-lhes fazer uma coisa que a geração anterior tinha mais dificuldades em fazer, pagar a casa e ao mesmo tempo constituir uma poupança para o futuro. O problema é que essas poupanças não apareceram e quando o estado fecha a torneira as pessoas desatam a insultar os bancos. Curioso, quando o dinheiro não custava nada os bancos eram um espectáculo, agora são o diabo! É óbvio que os bancos não andam cá para perder dinheiro, mas dizer que andaram a enganar os portugueses é uma forma muito nossa de nos desresponsabilizar-nos. Fiz um teste recentemente com alguns amigos. Perguntei quanto pagavam de prestação da casa neste momento. Todos sabem o valor. Perguntei desse valor, quanto era para juros e quando era para amortização de dívida. Quase nenhum sabe ao certo. A verdade é que uma boa parte de nós andamos cá por ver andar os outros. Compramos carros a gasóleo porque toda a gente sabe que compensa. Compramos casa em vez de arrendar porque toda a gente sabe que compensa. E agora não vamos de férias para o Algarve porque toda a gente sabe que não compensa, mais vale ir para fora. Quem fez estas contas? Ninguém sabe. E o pior ainda, é que ninguém as faz ou porque não sabe, ou porque (e esta para mim é a principal razão), não quer que alguma razão lógica e matemática se atravesse à frente do seu sonho.

É preciso abrir os olhos e deixar de acreditar só no que ouvimos no cabeleireiro. Sabem qual é a grande vantagem de acharmos que somos atrasados e que existem outros países mais avançados do que o nosso? É podermos ver como esses países vivem e os erros que cometeram. Como nós estamos atrás podemos evitar os mesmos erros e aprender com a experiência deles.

Todos nós dizemos que no Luxemburgo é que se vive bem. Mas o que teimamos em esquecer é que 90% dos habitantes não conseguem comprar casa devido ao preço absurdo da habitação. Por isso arrendam toda a vida e sabem que mais? Vivem muito bem!

Todos nós dizemos que na Inglaterra é que se vive bem. Mas o que teimamos em esquecer é que em Londres, uma das cidades mais ricas do mundo, 50% da população não tem carro próprio.

Porque será que os bancos neste último ano, deixaram de publicitar crédito à habitação, e passaram a publicitar de forma até agressiva (no bom sentido da palavra) os depósitos de poupança. Neste momento querem aforradores, e não gastadores e consumidores compulsivos. Teremos que primeiro poupar, para depois se poder gastar. Voltar ao lema de à 3 ou 4 décadas. O bem bom já se acabou. Fazer flores com o dinheiro dos outros, já foi chão que deu uvas. É pena que ainda haja muito Português que ainda não se deu conta desta situação. Ainda vivem no tempo da Alice no País das Maravilhas, ou no tempo em que o mundo era cor-de-rosa.

O Bom ou O Mau

(depende da interpretação de cada um do que acabou de ler)

{ 1 comentário }

Reclamação

2 de Fevereiro de 2011

em BMS News,O Bom

Tenho uma reclamação a fazer.

Este ano, fui vacinado para a gripe sazonal e para a ex-famosa gripe A.

A verdade é que já é a segunda vez que ando engripado/entupido, todo ranhoso e com dor de cabeça, mas ainda não fiquei de baixa porque não dá febre!

Já percebo a vantagem das vacinas, andamos doentes na mesma mas temos de trabalhar.

Assim se eleva a produtividade deste pais: com sangue, suor e … ranho…

O Bom

{ 4 comentários }

Será que eu percebi bem?

28 de Janeiro de 2011

em BMS News,O Mau

Ex-educadora alemã acusa Portugal de “máfia social”

Logo no primeiro parágrafo pode ler-se:

A Alemanha enviou nos últimos anos crianças e jovens problemáticos para serem reeducados em Portugal (…)

Empanquei logo nesta primeira frase.

Um país nórdico, ainda por cima a Alemanha, envia para Portugal jovens para serem educados por portugueses? E para melhorar mais o insólito, pagam uma fortuna por cada um!

Vamos lá ser modestos e realistas. Isto faz algum sentido???

O que eles estão a fazer é enviar quem acham que já não conseguem “fazer farinha” a ver se nós os aturamos cá e eles não voltam.

Aparentemente estão a conseguir os objectivos. Os alemães não são gente de dar ponto sem nó!

O Mau

{ 5 comentários }

Já não me recordava de de tal explosão de alegria num jogo ao vivo.

O Arouca não foi superior ao Leixões, mas também não se pode dizer que tenha sofrido para manter o empate a zero.

A dada altura, dava a ideia que ambas as equipas queriam ganhar, mas tinham tanta vontade de ganhar como medo de perder. Por exemplo, ambas as equipas se apressavam para executar os lançamentos e os livres, mas não subiam em demasia no terreno nem colocavam muitos jogadores nos pontapés de canto. Ambas estavam a sofrer para não perder a cabeça e arriscar tudo. Nem se pode censurar, numa liga onde os empates são uma constante e onde a meio do campeonato o primeiro e o penúltimo classificados estão separados por 10 pontos, cada ponto é decisivo.

Daí a enorme importância desta vitória arrancada a ferros no último minuto dos descontos! É verdade, o Arouca consegue o golo ao minuto 92 e 30 segundos. Foi como aqueles finais de jogos de basquetebol em que o tempo termina quando a bola está em pleno voo para o cesto e vira o resultado do encontro.

Mais uma vez, um lance que não parecia particularmente perigoso numa fase em que já poucos conseguiam “ter pernas” para chegar à área adversária, vem o experiente Jorge Leitão a correr já bastante atrasado para o cruzamento de Hélder Silva e levanta todo o estádio em euforia. É um lance que o Jorge Leitão já nos mostrou diversas vezes, tem esta estrelinha que só alguns têm e que a experiência ajuda a revelar. Consegue não desistir nos momentos certos e aparecer em locais onde apenas ele acredita que vai estar a bola dali a uns segundos. É o que se vê na repetição do golo. Jorge Leitão corre, vai claramente atrasado para o cruzamento, mas não desiste, continua a correr na direcção onde o lance parecia ir morrer e aproveita a sobra.

É um golo que premeia o crer, o sacrifício e faz a segunda vitória seguida por um a zero onde o Arouca, não sendo superior, mostra união e vontade surpreendentes.

Mais uma vez, o estádio estava bem composto, apesar do preço dos bilhetes e da transmissão em Directo na SportTV. É bom constatar que ir ao estádio ver o Arouca continua a ser sinónimo de um Domingo bem passado para muitos e muitos arouquenses.

A manutenção está praticamente garantida, os velhos do restelo que adivinhavam uma vergonha na liga profissional já “arrumaram as botas” e resta apenas ao Arouca jogar descontraído e assim conseguir manter-se na luta com os clubes históricos pelos lugares do topo da tabela.

Próximo fim-de-semana, Freamunde-Arouca.

O Bom

{ 2 comentários }