Isto de listas é muito subjectivo. Hoje pode ser um, amanhã outro.
Por isso, resolvi, conforme me fui lembrando, escrever a lista daqueles discos que mais ouvi e mais gostei de ouvir em 2011.
Assim e sem nenhuma ordem especial a não ser a alfabética ( e talvez a imagem escolhida, tenha ali uma preferência), aqui ficam os 28 discos (originais de 2011), que ontem á noite achava que foram os melhores:
Amon Tobin – Isam
Bon Iver – Bon Iver
David Lynch – Crazy Clown Time
Feist – Metals
Gang Gang Dance – Eye Contact
James Blake – James Blake
Jay-Jay Johanson – Spellbound
Kurt Vile – Smoke Ring For My Halo
Laura Marling – A Creature I Don’t Know
Fleet Foxes – Helplessness Blues
Lykke Li – Wounded Rhymes
Metronomy – The English Riviera
Nicolas Jaar – Space Is Only Noise
Paus – Paus
PJ Harvey – Let England Shake
Radiohead – The King Of Limbs
St. Vincent – Strange Mercy
Sun Araw – Ancient Romans
The Black Keys – El Camino
The War On Drugs – Slave Ambient
Tom Waits – Bad As Me
tUnE-yArDs – w h o k i l l
Unknown Mortal Orchestra – Unknown Mortal Orchestra
Washed Out – Within And Without
Wilco – The Whole Love
Wild Beasts – Smother
You Can’t Win, Charlie Brown – Chromatic
O Serrano

Ou este senhor estava maluco da cabeça ou afinal já andamos a falar da “crise” à mais de uma década. Voltamos ao mesmo, os anos passam e as dificuldades são as mesmas. Cada geração que se segue é vista como pior do que a anterior pelos mais velhos. Cada jovem que procura emprego acha que os mais velhos é que tiveram sorte. Cada idoso que se vê doente e frágil afirma que antigamente é que era bom.
Andamos todos sempre à procura de uma desculpa ou de uma justificação para as nossas dificuldades ou desaires. A vida é mesmo assim, nem é nem nunca foi fácil. Quando esta música foi editada, estava eu a meio da minha licenciatura. Que mundo negro me esperava. Crise, desemprego e dívidas. É a vida. E é muito melhor do que a que os meus pais e avós tiveram… Que bela é a vida!
Esta música faz parte do álbum desprezado do Abrunhosa denominado “Silêncio”. Um bom álbum Rock produzido e gravado nos EUA e que marcou uma viragem com a receita fácil de sucesso dos dois álbuns anteriores. Graças a isso, foi ignorado pelo público que procurava mais um disco de baladas óbvias e orelhudas que se cantam ao ouvido das miúdas. Foi um exemplo de desalinhamento entre a vontade do artista e a expectativa do público. Não deixa de ser um bom álbum Rock cantado em português.
“O que vai ser de mim” por Pedro Abrunhosa
Prometeram-me um futuro
E eu sem querer acreditei
Comprar a vida sem juros
Ser dono do Cristo-Rei
Vou usar jeans e gravata
E um Ferrari amarelo
Um dia vou ser político
Ou talvez super-modelo
A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal
E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?
Hoje vi mais um concurso
De estrelas de rock´n roll
De certezas e proezas
Sexo, droga e futebol
À noite na discoteca
Os shots falam verdade
Afinal para que serviram
Dez anos de Faculdade
A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal
E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?
Dez milhões de sonhadores
E ninguém fala dos seus
Todos têm telemóvel
Com rede directa a Deus
Olho os outros no shopping
E vejo-me a mim também
Sem saber que o conformismo
É sempre o poder de alguém
A vida é um telecomando
Eu sou o 5º canal
Sou todos os sonhos perdidos
Por isso viva Portugal!
E agora o que vai ser de mim?
Será que vai ser sempre assim?
O Bom