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BMS Events

Um Serrano no Hard Club

7 de Novembro de 2011

em BMS Events,O Serrano

Os Virgem Suta visitaram o Hard Club no Porto no passado dia 4 de Novembro de 2011. Este concerto foi o último antes de fazerem agora uma pausa no que toca a palcos.

O palco é uma espécie de taberna, algo a que os Virgem Suta se referem frequentemente. Aliás, metade das música falam de bebida e a outra metade fala de ressaca, o que bate certo portanto!

Jorge Benvinda (vocalista) entra em palco depois de uma introdução instrumental de todos os elementos da banda. Depois de alguns temas do seu álbum, é tempo de “Absolutamente” de Carmen Miranda. Mas ainda estava para vir um dos momentos altos da noite que foi, sem dúvida, uma versão intensa, do êxito “Tomo Conta Desta Tua Casa”. Também “Dança de Balcão” animou todo o público, que levantava os copos ao seguir as indicações de Jorge. Pela primeira vez na vida, vi os músicos descerem do palco e com garrafas de vinho tinto na mão, encher os copos de quem nas primeiras filas erguia os copos de plásticos branco.

Os convidados especiais foram Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã. Hélder foi um dos grandes contributos para o sucesso dos Virgem Suta, uma vez que foi um grande apoio em todo o seu trabalho. Manuela Azevedo deu voz a “Linhas Cruzadas” (o grande êxito de rádio da banda) e ainda a “Teia”.

Destaque ainda para a música “Vovó Joaquina”, que é, provavelmente, a música mais bem-disposta do álbum. E ainda se voltou atrás no tempo para relembrar “Playback” de Carlos Paião onde já se ouvia mais o público do que o vocalista.

Já no encore, terminam com as suas duas melhores músicas tocadas ao vivo, e desta vez, com muitos elementos do público já no palco. Eram já cerca de 30 os elementos da assistência que o Jorge fez questão de convidar e pessoalmente puxar para cima da palco numa altura em que já apresentava a camisa completamente encharcada de esforço.

Durante o concerto, houve oferta de vinho por parte da banda, houve um grupo de fãs deitados no palco, sirenes e garrafões pendurados no tecto, entre outros objectos e momentos peculiares. Um ambiente assim, que consegue fazer toda a gente sentir-se como uma família durante uma hora e meia, é definitivamente obra dos Virgem Suta.

Um bom espectáculo, com meia sala como é habitual nas bandas portuguesas, mas com qualidade e diversão por inteiro.

Alinhamento do concerto:
A Lei
Ressaca
Não Sou Deste Lugar
Absolutamente de Carmen Miranda
Tomo conta desta tua casa (acústico)
Homem do Mundo
Anjo em Descensão
Tanto por Dizer
Dança de Balcão
Feio
Linhas Cruzadas
A Teia
És tudo para mim
Vovó Joaquina
Playback de Carlos Paião

Encore
Menina Princesa
Mula da Agonia
Tomo conta desta tua casa (eléctrico)
Vovó Joaquina (acústico)

O Serrano

 

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A caminho de Düsseldorf

27 de Outubro de 2010

em BMS Events,O Serrano

O Serrano irá estar por aqui durante os próximos dias.

Estou curioso para ver que tal anda a crise num dos países mais destruídos por guerras no último século.

O Serrano

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A Mobilização.

A Beleza.

O inédito.

O que fica para a História.

Quer o clube quer os adeptos dignificaram de forma exemplar o nome do concelho e a força de uma pequena vila.

Estiveram presentes no estádio da Luz uns impressionantes 23.500 adeptos do futebol. Seguramente perto de 5000 estavam lá devido à presença do FC Arouca. Algo digno de registo.

Parabéns FC Arouca.

O Bom

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Miquinhas da Varzea

Miquinhas da Várzea

27-09-2010.

Hoje é um dia de alegria na minha família. A avó Micas, mãe da minha mãe e de outros 13 rebentos, fez anos hoje.

Quando saí do trabalho fui visitar a minha avó. O sol estava quase a pôr-se e ela não estava em casa. Tinha ido “para o campo” toda a tarde e como uma verdadeira lavradeira: enquanto o sol não se põe, não descansa o corpo.

Esperei um pouco e ao longe na estrada lá a vi chegar. Vinha sozinha, a pé pelo caminho. Num braçado trazia um molho de couves, na outra mão uma saca com sementes e no olhar o cansaço de um dia de trabalho.

A minha avó completou 88 anos. Nasceu em 1922, ano em que nasce Saramago prémio Nobel da Literatura. E ano em que Einstein recebe também ele o merecido Nobel da Física.

Muitos anos se passaram desde essa altura. Viveu as agruras de uma jovem república instável, assistiu ao estabelecer de uma ditadura e ao seu fim. Participou nas confusas primeiras eleições democráticas e viu Portugal entrar na União Europeia.

Durante a 2ª Guerra Mundial fez frequentemente o trajecto de Figueiredo até Rio de Frades. Com um cesto de pão na cabeça, tinha então 20 anos e enfrentava sozinha, descalça, mal vestida e na escuridão, os quilómetros que a separavam do seu destino por entre carreiros de cabras e caminhos de bois. Fizesse chuva, frio ou sol escaldante, o pão chegava sempre até quem dele precisava. O pão que a minha avó ainda hoje sabe amassar e cozer, matou a fome a muitos mineiros que com as forças recuperadas retiraram da terra o precioso mineral que alimentou muitos outros.

Mas não são estes os pensamentos que preocupam o olhar cansado da minha avó. Ela de forma mais ou menos inocente, casou, teve 14 filhos, tem dezenas de netos e bisnetos e aos 88 anos anos necessita pela primeira vez de óculos. Ela nasceu antes de haver electricidade na aldeia e agora usa o telemóvel como se sempre o conhecesse. Ela viajou sozinha e descalça ao frio e à chuva, mas com a mesma naturalidade já atravessou oceanos de avião. A minha avó recebia notícias pelo carteiro uma vez por semana e agora utiliza video-conferência para falar com os filhos que estão longe. A minha avó sabe como era bom andar de carroça a cavalo mas também já viajou em carros topo de gama com a mesma alegria. Ela faz parte da geração que mais mudanças enfrentou, que mais mudou o mundo e que por incrível que parece, mais autênticos se souberam manter.

Após todos os 32.142 dias que preencheram a atribulada vida da minha avó, ela regressa a casa, com as mesmas couves nas mãos calejadas, o mesmo avental por cima das saias, o mesmo lenço na cabeça e a mesma certeza que venha o que vier ela cá estará para se adaptar, saltar a barreira e viver a vida dela como sempre quis – a trabalhar!

Esta é uma lição para a minha geração. A geração do “está muito frio”, “está muito calor”, “estou deprimido”, “estou stressado”, “estou desmotivado”, “estou…”

A vida é uma bênção e estar com a minha avó, tão pequenina e frágil ao meu lado, dá-me a certeza que o que faz a força de um Homem não é a presença física, nem o dinheiro, nem o poder, mas sim o tamanho da sua alma, a bondade das suas mãos e a determinação do seu olhar.

Parabéns avó pela tua vida e obrigado.

O Bom

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Noite de sábado.

Concerto de Pedro Abrunhosa no parque de estacionamento do Estádio Municipal.

Um bom concerto com muito público a assistir e o profissionalismo esperado de um nome grande da música nacional.

Este senhor editou o primeiro álbum “Viagens” em 1994 e é de lá que retira boa parte das músicas mais funk que animam o espectáculo que oscila entre momento de devaneio musical e até aparentes improvisações e os momentos mais íntimos com os autênticos hinos cantados ao piano e repetidos em coro por grande parte do público.

A cada actuação ao vivo, Pedro Abrunhosa confirma aquilo que dele têm dito e ele próprio não esconde, a voz não é nem nunca foi o seu ponto forte. Mas numa altura em que proliferam os concursos e a criação de cantores idolatrados e descartáveis por parte da comunicação social, muitas vezes sem qualquer formação musical ou capacidade de fazer mais do que imitar de forma “afinadinha”, é bom ver que todo essa onda à volta destas novas caras bonitas, não faz a mínima mossa em senhores como Abrunhosa, Jorge Palma, Rui Veloso, Sérgio Godinho, etc, etc. A razão é óbvia, e o Pedro Abrunhosa é o exemplo maior disso, não sabe nem é capaz de cantar muito bem, mas é sem dúvida um grande composição dentro do seu género e indiscutivelmente um dos melhores letristas da música nacional.

Com 50 anos de vida e ainda em plena actividade, surgem momentos engraçados como quando a dada altura canta:

“(…) Afagas-me o cabelo (…)”

É o que dá compor as próprias músicas desde os 16 anos de idade.  Desde essa altura, Abrunhosa ganhou estatuto mas perdeu cabelo…

Ficam alguns momentos para quem não assistiu. Tentarei carregar vídeos quando tiver oportunidade.

Como habitualmente, a animação prosseguiu com o fogo de artifício e a animação nas barraquinhas junto ao convento até de manhã.

O Bom

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Tarde de sábado.

Exposição de actividades económicas no parque da vila e exposição agrícola e do gado na Cerca do Mosteiro de Arouca.

O Bom

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Ontem à noite foi animada pela OLA SWING – Orquestra Ligeira da Banda Musical de Arouca.

Um belo concerto com boa disposição constante. Um projecto que é um sucesso e vai contribuir para manter as bandas de música vivas e atraentes para as novas gerações.

O Bom

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Começou a festa…

24 de Setembro de 2010

em Arouca,BMS Events,O Bom

Começou ontem a Feira das Colheitas 2010.

Sugere-se uma visita ao bonito site da edição deste ano:

http://www.feiradascolheitas.com/

Aparentemente, não foi só a viagem do Presidente até terras de Angola que foi patrocinada pelo Banco BIC, parece que a nossa festa também ganhou com isso. Em tempos de vacas magras, tudo o que vier ajuda.

O Bom

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Sexta-feira, dia 20 de Agosto de 2010, vou a passear com uns amigos junto ao Convento quando ouço música vinda do terreiro e um palco iluminado. Curiosos, avançamos na direcção do palco e perguntamos o que se passava. Um jovem de que não sei a nacionalidade responde que o grupo de voluntariado que está em Arouca desde Maio vai fazer um pequeno concerto de despedida. Aparentemente, a ideia do concerto apareceu caída do céu e num par de horas conseguiram reunir uma guitarra, um baixo, um violino, um órgão e uma bateria. Complementaram com uns microfones, uma mesa de som, umas colunas e dois focos para iluminar o palco. Para reunir todo este equipamento, contaram com a ajuda de jovens amigos arouquenses que correram a lista de contactos de cada um por forma a tornar possível reunir tudo em pouco tempo. (como é evidente não confirmei estas informações nem isso interessa para o efeito…)

Por volta das 23h iniciaram um pequeno espectáculo que, conseguiu reunir para além do grupo de jovens estrangeiros, um animado grupo de arouquenses. Ao todo, estivemos na plateia cerca de 50 a 70 pessoas.

E foi pena estarem tão poucas pessoas. É verdade que não foi anunciado, é verdade que não era suposto estarem muitas pessoas a assistir, mas também é verdade que muitas foram as pessoas que viram os preparativos e ouviram a música (na repleta esplanada do parque era possível ouvir perfeitamente que algo estava a decorrer no terreiro). Quanto mais não fosse por curiosidade, a arte deveria de atrair sempre mais pessoas interessadas em passar um pouco do tempo a apreciar e porque não, a criticar! O importante na arte é ter quem a aprecie. Não é necessário que todos gostem!

O facto é que soube mesmo muito bem apreciar o jovem “John” vocalista/guitarrista, acompanhado de um baixista/teclista, de uma amiga no violino e outro elemento feminino no baixo. A actuação contou ainda com a participação de outra jovem que entre o público decidiu também subir ao palco e interpretar uma música.

Sobressaiu evidentemente o talento do jovem vocalista que perante a insistência do público acabou por ficar em palco sozinho a fazer solo atrás de solo dado que os colegas não tinham mais músicas ensaiadas em conjunto.

Fica uma foto e um pequeno vídeo do final de uma das músicas.

Mais uma noite interessante no verão de Arouca, um momento de enorme prazer e intimidade sem necessidade de orçamento, sem bilhetes de entrada e curiosamente… quase sem público. Foi pena!

O Bom

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Eis que logo no primeiro jogo começou o nosso fadinho.

Após uns jogos de preparação em que o treinador teve a lata de dizer que a equipa estava a crescer e a interiorizar mecanismos. Após serem convocados jogadores para o mundial que praticamente nunca jogaram pela selecção. Após ficarmos todos a saber que depois de 2 anos de qualificação o nosso seleccionador ainda não tinha fechado a equipa e unido um grupo para o mundial. Após entrarmos no mundial ainda a fazer experiências, cá está o resultado!

E não é o resultado do jogo que é mau. Se pensarmos bem, até foi um resultado justo e que não compromete nada. O resultado a que me refiro é o nosso fadinho.

O treinador professor queixa-se da ligadura de um adversário, queixa-se do vento da chuva da relva e do café amargo que lhe serviram no hotel pela manhã.

Vai daí um jogador queixa-se do estilo de jogo, da posição em que jogou e já agora do barulho das bubuzelas.

Amanhã os jornalistas vão queixar-se que está frio e que…

Após um resultado que até foi aceitável, temos já tudo em pânico a desmantelar a equipa. E isto só é possível porque o treinador não dá o exemplo, sacudindo a culpa ao desbarato e sem qualquer necessidade e/ou razão.

E porque razão não temos uma equipa unida? Mais valia termos 23 bons, unidos e regulares durante os últimos 2 anos, do que 23 fruto de experiências, mudanças constantes ao sabor das pressões mediáticas e ocultas do futebol. Não existe união. E se dentro do campo é um facto que a sorte tem um papel determinante, fora do campo não há desculpa para não haver união. A única razão para tal acontecer é a falta de liderança e de ordem.

Vamos lá ver o que nos espera. Eu não espero nem exijo que sejamos campeões, mas acho que temos todos o direito de ver a nossa selecção vir embora sem agredir árbitros ou culpar a organização. Pela amostra que demos hoje fora do campo, parece-me que estamos a voltar a esse tempo… espero estar enganado!

O Mau

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