Este fim-de-semana “recebi” uns amigos do meu trabalho na nossa bela Serra da Freita. Fiquei pasmado ao perceber que não faltavam locais para “montar a tenda” nem para grelhar a bela carne arouquesa, mas metade das mesas e bancos em granito tinham desaparecido.
Só me ocorre a possibilidade de terem sido pessoas muito respeitadoras do meio ambiente que, numa azáfama de limpeza, levaram pratos, copos, guardanapos, restos de comida e blocos em granito de 800Kg por engano para o contentor do lixo.
No meu entender deviam fazer o seguinte:
1º – Amarrar um cão a cada mesa para impedir os mais distraídos de levarem as mesas e bancos para o lixo.
2º – Gravar em letras grandes no tampo da mesa a frase: “Sou burro como esta pedra que roubei!”
O que acho mais fantástico, é o empenho que é necessário para roubar aquelas mesas. É preciso um veículo apropriado. É preciso ajuda de várias pessoas. É preciso gastar tempo, dinheiro e muito esforço para levar a bom porto a tarefa. Não é uma coisa do género: “Olha que lindo calhou, deixa-me metê-lo no bolso sem ninguém ver”
Trata-se de algo notável do ponto de vista da organização, determinação e concretização. E ainda dizem que os portugueses não têm espírito empreendedor!
Quem sabe está nestas pequenas acções a chave para a saída da crise.
Eu posso começar já por sugerir que se crie um grupo de trabalho para ir a Barcelona e começar a roubar a Sagrada Família aos bocadinhos. Outro grupo podia, assim como quem não quer a coisa, assim mesmo “de fininho”, aproveitar que a Torre Eiffel está em obras e tratar de a começar a roubar aos poucos. Estou certo que muitos outros projectos paralelos poderiam ser feitos enriquecendo Portugal e aumentando as nossas exportações vendendo o produto do nosso suor.
É só uma ideia.
O Mau
{ 3 comentários… lê abaixo ouadiciona }
Oh Mau… não sejas mauzinho!!! Essas pedras devem ficar bem lá em casa num qualquer jardim ou para fazer peso (devia estar na campa de alguém, mas enfim… ainda me chamam de violento).
Assim como se vêm pedras parideiras e a madre que as pariu, ou seja, há quem tenha levado as filhas, as mães e as sogras. Enfim, muitas vezes não são apenas os de “fora” a delapidar o nosso património.
A ideia da “Sagrada família” vais-me perdoar mas é má. Deve ter sido mais uma coisa daquelas que os Espanhóis (perdoem-me os catalães) devem ter eles levado daqui… à quantos anos aquela obra está inacabada e quanto tem custado? Deve ser uma obra portuguesa, concerteza…
Não jogo na Bolsa mas tenho bons negócios a propor
Vendo parte da Ponte D Luís, todo o conjunto da Torre dos Clérigos, parte do Centro Cultural de Belém…
Tudo a preço de ocasião (crise) pelo que nem é preciso roubar ou pechinchar…
Só tenho pena é que nesse mesmo dia deviam ter-lhes assaltado a casa.
Se calhar e ainda que por uns segundos esses “senhores” (descrição de “senhores”: bando de ladrões, sem qualquer educação e respeito, oportunistas miseráveis, burros, gatunos…..), pensariam que se calhar mereceram.
Mas se calhar a culpa não é deles.
É da impunidade deste belo país.
Enfim, mas isso são outros assuntos…