Depois de muita polémica e para que o BMS seja um meio de esclarecimento da população, cá fica a tabela de taxas moderadoras em vigor no SNS desde 1 de Janeiro de 2012.

Consultas: entre 2,25€ e 4,60€

Urgências: entre 3,80€ e 9,60€

Falar ao telefone com o médico: 3€ + custo da chamada

Enviar email ao médico (não interessa se recebe resposta): 3€ (gostava de ver como se controla isto)

Enviar um mail ao médico com gajas nuas: possível processo disciplinar

Enviar ao médico um pedido de amizade no facebook: 3€

Enviar ao médico um cabrito da FarmVille: avança 10 posições na lista de espera para operação às cataratas.

Telefonar ao médico a dizer que nos receitou um antibiótico em vez de insulina: 3€

Telefonar ao médico a pedir que venha à escola ver as notas do filho: 3€

Agora fica a pergunta: E se mandarmos um telegrama ao médico? Daqueles cantados? E se falarmos por sinais de fumo?

E se um médico me telefonar? Paga-se logo quando se atende a chamada ou temos que autorizar que ele fale e nos cobrem depois?

É pá, ainda persistem muitas dúvidas. Estou confuso.

O Mau

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Discos – Best of 2011

21 de Dezembro de 2011

em BMS Music,O Serrano

Isto de listas é muito subjectivo. Hoje pode ser um, amanhã outro.
Por isso, resolvi, conforme me fui lembrando, escrever a lista daqueles discos que mais ouvi e mais gostei de ouvir em 2011.
Assim e sem nenhuma ordem especial a não ser a alfabética ( e talvez a imagem escolhida, tenha ali uma preferência), aqui ficam os 28 discos (originais de 2011), que ontem á noite achava que foram os melhores:

Amon Tobin – Isam
Bon Iver – Bon Iver
David Lynch – Crazy Clown Time
Feist – Metals
Gang Gang Dance – Eye Contact
James Blake – James Blake
Jay-Jay Johanson – Spellbound
Kurt Vile – Smoke Ring For My Halo
Laura Marling – A Creature I Don’t Know
Fleet Foxes – Helplessness Blues
Lykke Li – Wounded Rhymes
Metronomy – The English Riviera
Nicolas Jaar – Space Is Only Noise
Paus – Paus
PJ Harvey – Let England Shake
Radiohead – The King Of Limbs
St. Vincent – Strange Mercy
Sun Araw – Ancient Romans
The Black Keys – El Camino
The War On Drugs – Slave Ambient
Tom Waits – Bad As Me
tUnE-yArDs – w h o k i l l
Unknown Mortal Orchestra – Unknown Mortal Orchestra
Washed Out – Within And Without
Wilco – The Whole Love
Wild Beasts – Smother
You Can’t Win, Charlie Brown – Chromatic

O Serrano

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Os Open Space

14 de Dezembro de 2011

em O Mau

Os open space estão na moda.
É cool viver num loft, as praças públicas estão cada vez mais abertas e cheias de nada, um gajo consegue ver uma drogaria-das-novas duma ponta à outra se for suficientemente alto para espreitar por cima dos mostradores dos tachos em inox, até os cérebros de algumas pessoas adoptaram esta moda.
Mas quem ganhou mais com esta inovação foram os empregadores.
O empregador não hesita e derruba paredes.
Derruba paredes como se derrubasse obstáculos, barreiras, entraves e outros sinónimos de dificuldades.
Mas, de surra, de fininho, como o xico, levanta alfândegas, operações stop, controlos, vigilâncias e outros sinónimos de fiscalização.
Quem melhor para vigiar os seus trabalhadores do que os seus trabalhadores?
Porquê ter de pagar mais a alguém que vigie o trabalho de outros dez, quando podem ser os dez a vigiar-se uns aos outros?
No tempo das paredes, o superior entrava nos gabinetes e certificava-se que um gajo não estava no farmville ou a falar com a Jessica da linha de valor acrescentado ou na sala das fotocópias a tirar fotocópias (a cores) do rabo.
Hoje em dia, no tempo do tudo-ao-molho, a máquina fotocopiadora fica no meio dos open space e os dez trabalhadores vigiam-se mutuamente para poderem ir dizer ao chefão que, por exemplo, em vez de estar a dar no duro, o Zé estava ao telefone com o filho a explicar-lhe como é que se põe betadine na ferida e que a Maria estava ao telefone com a mãe a perguntar-lhe em que hospital estava o avô, para ir lá ter assim que conseguisse despachar o serviço.
Dividir para reinar.
Ou, derrubar paredes, para reinar.
Somos tão modernos, tão fashion, não precisamos de paredes nem de barreiras físicas.
Pois claro.
Sendo o homem o lobo do Homem, vai ser o Rui a denunciar o hábito que o Manel tem de ler o Calvin no Público online.
E um gajo nunca quer ser o primeiro a sair, porque, ao sair, toda a gente sabe que surge do tecto falso uma espécie de holofote dos recursos humanos, que fica ligado, a apontar para a cadeira vazia, até que o chefe também saia.

Lido http://opinioessobreisso.blogspot.com/2011/07/open-space.html aqui, e achei tão bom que tinha de vos deixar ler.

O Mau

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Comunicação aos meus credores

10 de Dezembro de 2011

em BMS News,O Bom

Informo que a partir de hoje não pagarei as minhas dívidas.

Em caso de dívida, é favor não me enviarem cartas a solicitar o pagamento porque isso é coisa de crianças e eu não tenho de aturar as vossas infantilidades. A partir de hoje devem remeter as cartas para a minha gestora de conta que fará aquilo que se deve fazer – gerir a dívida.

Se cada um for capaz de se comportar como um adulto e gerir a sua dívida devidamente, não haverá falta de dinheiro nem crise que nos afecte.

Afinal de contas, não pode ser assim tão difícil gerir dívidas e nunca as pagar. Se pensarem bem, é o que fazemos aos nossos pais. Pedimos, pedimos e pedimos -  recebemos, recebemos e recebemos e nunca pagamos tudo o que nos dão. O que vamos fazendo é ir gerindo a dívida…

O Bom

 

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Tenho de admitir que realmente no que diz respeito a segurança não se pode facilitar.

Teve o clube da Luz o cuidado de olhar pela segurança dos adeptos Sportinguistas (que mantêm a tendência de se atirarem de varandins) colocando uma gaiola de segurança, tal como se faz num berço para bebés, e afinal nem isso os impediu de fazer borrada!

Tal como com crianças, não se pode deixá-los sem vigilância que tratam logo de se aleijarem ou de atearem fogo à casa. Aparentemente, as autoridades já identificaram o culpado e em entrevista a um jornal local a mãe do incauto jovem afirmou que o problema já vem desde miúdo e lá por casa é proibido ter fósforos, isqueiros, colheres e limões porque sem mais nem menos o jovem desata a fazer asneiras quando pega nessas coisas e vai para o quarto. Aparentemente, aos 3 anos de idade já tinha ateado fogo ao cão e ao poster do Tony Carreira que estava na cozinha.

Para o próximo derby, o Benfica planeia colocar a gaiola de segurança acompanhada de sprinklers no tecto e um mini extintor em cima de cada cadeira. Pode ser que assim, quando os adeptos se sentarem fiquem mais calmos e, pelo menos para alguns, será a única forma de saírem da Luz com um sorriso na cara :)

O Mau

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Muito se tem escrito e falado sobre a gaiola ou a jaula que foi montada no estádio da luz para receber os adeptos do Sporting.
Tal facto só mostra a falta de memória crónica que os portugueses têm. Ninguém percebe e incompreensivelmente nenhum jornalista é capaz de esclarecer que:
- Ainda no antigo estádio de Alvalade uns adeptos do Sporting caíram de uma varanda do estádio para o exterior do recinto de vários metros de altura provocando feridos graves;
- Já este ano, alguns adeptos do Sporting caíram da bancada ao fosso que os separava do relvado provocando ferimentos a vários.

Pelo exposto, o clube da Luz como grande clube que é, e cumprindo com a sua responsabilidade social, decidiu e a nosso ver muito bem, colocar umas redes de protecção. Por um lado para precaver esta incapacidade crónica que os adeptos leoninos têm de se manterem ao nível que se encontram tentando sempre descer ainda mais baixo atirando-se dos varandins, e por outro para precaver lesões nos restantes adeptos que estarão no anel inferior das bancadas e não pagaram bilhete para levar com lagartos de tronco nú em cima da moleirinha!

Afinal onde está a polémica??? Já não se pode zelar pela segurança de todos???

O Mau

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Estava eu a ver o telejornal esta semana e reparei que durante uma hora só se falou de crimes e aldrabices cometidos ou nos quais estão envolvidos advogados.

Qual o meu espanto quando no intervalo levo com um spot publicitário que diz algo como: “Consulte um advogado e fique descansado.”

Deixo este vídeo que rola no Youtube.

O Mau

 

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Um Serrano no Hard Club

7 de Novembro de 2011

em BMS Events,O Serrano

Os Virgem Suta visitaram o Hard Club no Porto no passado dia 4 de Novembro de 2011. Este concerto foi o último antes de fazerem agora uma pausa no que toca a palcos.

O palco é uma espécie de taberna, algo a que os Virgem Suta se referem frequentemente. Aliás, metade das música falam de bebida e a outra metade fala de ressaca, o que bate certo portanto!

Jorge Benvinda (vocalista) entra em palco depois de uma introdução instrumental de todos os elementos da banda. Depois de alguns temas do seu álbum, é tempo de “Absolutamente” de Carmen Miranda. Mas ainda estava para vir um dos momentos altos da noite que foi, sem dúvida, uma versão intensa, do êxito “Tomo Conta Desta Tua Casa”. Também “Dança de Balcão” animou todo o público, que levantava os copos ao seguir as indicações de Jorge. Pela primeira vez na vida, vi os músicos descerem do palco e com garrafas de vinho tinto na mão, encher os copos de quem nas primeiras filas erguia os copos de plásticos branco.

Os convidados especiais foram Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã. Hélder foi um dos grandes contributos para o sucesso dos Virgem Suta, uma vez que foi um grande apoio em todo o seu trabalho. Manuela Azevedo deu voz a “Linhas Cruzadas” (o grande êxito de rádio da banda) e ainda a “Teia”.

Destaque ainda para a música “Vovó Joaquina”, que é, provavelmente, a música mais bem-disposta do álbum. E ainda se voltou atrás no tempo para relembrar “Playback” de Carlos Paião onde já se ouvia mais o público do que o vocalista.

Já no encore, terminam com as suas duas melhores músicas tocadas ao vivo, e desta vez, com muitos elementos do público já no palco. Eram já cerca de 30 os elementos da assistência que o Jorge fez questão de convidar e pessoalmente puxar para cima da palco numa altura em que já apresentava a camisa completamente encharcada de esforço.

Durante o concerto, houve oferta de vinho por parte da banda, houve um grupo de fãs deitados no palco, sirenes e garrafões pendurados no tecto, entre outros objectos e momentos peculiares. Um ambiente assim, que consegue fazer toda a gente sentir-se como uma família durante uma hora e meia, é definitivamente obra dos Virgem Suta.

Um bom espectáculo, com meia sala como é habitual nas bandas portuguesas, mas com qualidade e diversão por inteiro.

Alinhamento do concerto:
A Lei
Ressaca
Não Sou Deste Lugar
Absolutamente de Carmen Miranda
Tomo conta desta tua casa (acústico)
Homem do Mundo
Anjo em Descensão
Tanto por Dizer
Dança de Balcão
Feio
Linhas Cruzadas
A Teia
És tudo para mim
Vovó Joaquina
Playback de Carlos Paião

Encore
Menina Princesa
Mula da Agonia
Tomo conta desta tua casa (eléctrico)
Vovó Joaquina (acústico)

O Serrano

 

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Andamos mesmo perdidos…

27 de Outubro de 2011

em BMS News,O Mau

Reparei esta semana, que aquela que nós chamamos a “estrada da Ribeira”, sendo apenas um caminho pelo meio do monte, tinha hoje de manhã muito mais trânsito do que a A32.

Fiz esta semana, em pleno dia, toda a A32 de Gaia a Oliveira de Azeméis sem ver um único carro na minha faixa de rodagem e contei apenas uns 4 ou 5 no sentido inverso. Nenhum camião! Aliás, não se vêm camiões na A32 ou na A17, poucos se vêm na A1 e cada vez menos na A29.

Mas então estas vias não eram para ajudar ao crescimento económico e ao desenvolvimento?

Temos as AE vazias e as nacionais atestadas de tráfego rebentando com as estradas e aumentando exponencialmente o número de mortes na estrada. Vamos ver no final do ano as estatísticas e depois falamos…

A título de exemplo,  a auto-estrada A10 (Bucelas-Carregado-Benavente), com cerca de 40 quilómetros de extensão tem 3 faixas para cada lado em toda a sua extensão, sendo que na maioria dos troços não chega a ter 2.000 veículos por dia a circular. Isso dá uma média de 40 carros por hora em cada sentido. É preciso esperar quase 2 minutos para ver passar o carro seguinte!!! A “estrada da Ribeira” em Arouca com mais um pouco de tráfego já justifica ser alargada para auto-estrada com 3 faixas!

Andamos mesmo perdidos, sem rumo nem estratégia!

O Mau

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Temos todos noção da “guerrilha” entre as cadeias de supermercados com todas as cantorias, slogans e promoções que nos convencem que lá é que estão os preços mais baixos.

Pela minha formação e por exemplos concretos que vou vendo por curiosidade durante o quotidiano, desconfio sempre de tudo o que vejo ser anunciado. Posso dar exemplos como estes:

- Quando estão 3 garrafas de Coca-Cola “agarradas” e com um cartaz grande a anunciar o preço, são quase sempre mais caras do que se comprarmos 3 garrafas isoladamente.

- Quando o Continente coloca num panfleto artigos com 50% de desconto em cartão, quase sempre são mais caros do que o preço normal, ou seja, um detergente que costuma custar 2€, quando passa para um panfleto custa no mínimo 3€. Depois efectuamos a compra e acumulamos 50% do valor no cartão. Eu, como sou Serrano, numa primeira oportunidade desconto de imediato o valor sem que seja 10 cêntimos. Mas já vi e sei que é muito frequente as donas de casa deixarem acumular lá dezenas de Euros porque depois “sabe melhor” gastar tudo de uma vez. Eu digo-vos o que é que sabe melhor. O que sabe melhor é o Sr. Belmiro ter centenas de milhar de euros acumulados em cartões durante dias ou semanas. Esse dinheiro, por cada dia que não é descontado, está ” do lado do Continente” a render juros. Os descontos em cartão são, na grande maioria uma “burla” disfarçada.

Termino deixando este exemplo: IOGURTES LÍQUIDOS MIMOSA

Um produto absolutamente banal, presente em casa de quase todos os portugueses e em número significativo. Esta semana, são estes os preços que verifico:

Pingo Doce: 1,65€ por um pack de 4 unidades (da marca Pingo Doce o preço é semelhante)

Continente: 1,78€ por um pack de 4 unidades com 0,45€ de desconto em cartão. Vamos então considerar que ficam por 1,33€. (da marca Continente o preço é 1,78€ sem qualquer desconto)

Por esta análise o Continente é mais barato, embora só depois de descontar o desconto em cartão. Se ao descontar esse valor, comprarmos outro produto também mais caro do que no Pingo Doce, lá se vai a vantagem.

Mas o melhor está para vir, e nem é novidade para mim nem para muitos arouquenses, mas mesmo assim não podia deixar de o expressar aqui, porque é justo e deve ser enaltecido!

Preço hoje dos Iogurtes Líquidos Mimosa no Supermercado CAVADINHA: 1,15€ por um pack de 6 (seis) unidades! Ou seja, no Cavadinha, os Iogurtes custam aproximadamente METADE do que custam nos grandes Pingo Doce e Continente. Sem promoções, sem cartazes na rua nem sequer nada de especial no local. Quem lá vai sabe que este preço é usual embora oscile como é normal.

Outro exemplo é o Detergente Líquido para Roupa SKIP: Quando aparece no folheto do Continente como tendo 50% de desconto na compra de 2 unidades, está no Cavadinha a ser vendido como “Leve 2 pague 1″. Quem está a fazer a promoção? A Unilever, gigante mundial, fabricante e distribuidora do detergente.

Ainda recentemente saiu um estudo da DECO PROTESTE onde concluem que uma grande rede é a mais barata. O estudo não inclui Arouca, embora no anúncio do estudo a DECO afirme que podemos ver os resultados do nosso concelho… É caso para dizer: quem nos defende da DECO???

Só uma última nota que não é opinião nem publicidade tendenciosa, é um facto comprovável: Enquanto eu espero na fila para registar as compras no Pingo Doce ao final do dia, consigo no Cavadinha fazer todas as compras, pagar e carregar o carro. Já para não falar no cheiro que por vezes tem no Pingo Doce vindo das casas-de-banho. Cortar custos com pessoal e serviço é uma estratégia válida, mas acho que em Arouca a cadeia está a ir um pouco longe demais…

O Serrano

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